Previdência privada x INSS: quais são as diferenças?

Por Redação Onze

Previdência-privada-INSS

Na dúvida entre previdência privada e INSS? Então temos uma boa notícia para você. Esse dilema, na verdade, não existe.

A previdência pública gerida pelo INSS é obrigatória na maioria dos casos. Se você trabalha com carteira assinada, por exemplo, o desconto da contribuição é automático no contracheque.

Já a previdência privada, oferecida pelas instituições financeiras, é opcional e tem caráter complementar. Qualquer pessoa pode contratar, contribuir e, depois, usufruir.

Apesar das semelhanças, há diferenças fundamentais entre a previdência privada e o INSS. Quer saber quais? Então continue a leitura.

Previdência privada e INSS: o que é o quê

Previdência privada e INSS são instrumentos que buscam um mesmo objetivo: garantir renda na aposentadoria.

O que é previdência privada

Previdência privada é um investimento estruturado especialmente para a aposentadoria. Funciona como um complemento ao INSS.

Trata-se de um regime de capitalização, em que o valor da renda dependerá do tamanho do patrimônio do contribuinte.

Os planos de previdência privada se dividem em dois grupos: previdência complementar fechada e previdência complementar aberta.

  1. Os planos fechados são oferecidos por empresas a seus funcionários ou por entidades de classe a seus associados.
  2. Os planos abertos são oferecidos por instituições financeiras ao público em geral.

Ambos contam com incentivos tributários que privilegiam o investimento de longo prazo.

Os benefícios são divididos em coberturas de sobrevivência (basicamente a aposentadoria) e coberturas de risco.

Coberturas de sobrevivência

As coberturas de sobrevivência são pagamentos feitos ao próprio contribuinte, que podem ser:

  • Pagamento único ou em parcelas: resgate do valor acumulado
  • Conversão em renda: vitalícia ou não, podendo ser reversível ou não aos herdeiros.

Coberturas de risco

As coberturas de risco são como seguros, pagos apenas em situações de sinistro. São elas:

  • Pecúlio por morte: pago em parcela única ao beneficiário indicado em caso de morte do participante
  • Pecúlio por invalidez: pago em parcela única ao beneficiário em caso de invalidez total e permanente
  • Pensão por morte: paga mensalmente aos beneficiários indicados em caso de morte do participante
  • Pensão por invalidez: paga mensalmente ao participante em caso de invalidez permanente.

O que é INSS

INSS é a sigla para Instituto Nacional de Seguro Social, autarquia vinculada ao Ministério da Economia responsável pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Todos os trabalhadores com carteira assinada, alguns servidores públicos e trabalhadores autônomos são obrigados a contribuir com o INSS.

Desempregados, donas de casas e estudantes maiores de 16 anos também podem ser contribuintes.

O regime do INSS tem caráter contributivo e de filiação obrigatória. Seu objetivo é garantir a renda do contribuinte e de sua família em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou velhice.

Os benefícios do INSS são:

  • Aposentadoria por idade: garantida ao cidadão rural (mínimo 180 meses trabalhados em atividade rural) e ao cidadão urbano (180 contribuições, além de idade mínima de 65 anos para homens e 60 para mulheres)
  • Aposentadoria por invalidez: garantida ao contribuinte incapaz de trabalhar
  • Aposentadoria por tempo de contribuição: concedida a quem comprovar 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos de contribuição (mulher)
  • Aposentadoria especial: concedida aos cidadãos que trabalham em situações de insalubridade
  • Auxílio-doença: concedido temporariamente ao contribuinte incapaz de trabalhar por alguma enfermidade
  • Auxílio-acidente: benefício indenizatório pago em situações de acidente que impeçam o contribuinte de trabalhar temporariamente
  • Pensão por morte: pago ao dependente do segurado que falecer
  • Salário-maternidade: benefício concedido no caso de nascimento ou adoção de filhos.

Previdência privada x INSS: quais são as diferenças?

Previdência privada e INSS são diferentes em vários aspectos, a começar pelo tipo de contribuição. O INSS utiliza o regime de repartição, em que os atuais contribuintes pagam para quem está aposentado.

Na previdência privada, é diferente. O plano segue o modelo de capitalização, e o dinheiro investido é exclusivo do contribuinte. A seguir, confira outras diferenças entre previdência privada e INSS.

Limite de renda

Os benefícios do INSS têm um teto, que em 2020 é de R$ 6.101,06. O limite vale tanto para aposentadoria quanto para outros benefícios.

Na previdência privada, não há limite. O valor da renda leva em conta o tamanho do patrimônio e outros critérios, como expectativa de vida – para os casos de renda vitalícia.

Resgates dos benefícios

O INSS não permite resgates – até porque a contribuição é solidária, como vimos acima.

Nos planos de previdência privada, o contribuinte pode resgatar seus recursos quando quiser, desde que respeitado o prazo de carência.

Por isso, a previdência privada pode ser usada também para outros objetivos de longo prazo, como a casa própria ou a faculdade dos filhos.

Contribuição

A contribuição para o INSS é obrigatória na maioria dos casos. Os valores recolhidos seguem uma tabela preestabelecida, de acordo com a faixa salarial.

Na previdência privada, a contribuição é facultativa. O usuário pode fazer quantos aportes quiser de diferentes valores.

Dicas para aliar previdência privada ao INSS

Se você busca um futuro tranquilo, precisa fazer mais do que contribuir para o INSS. Como vimos, os benefícios da previdência social têm um teto, e o regime está sempre suscetível a mudanças.

Portanto, é fundamental que você tenha um plano próprio de previdência que garanta um padrão de vida confortável na aposentadoria. Confira, a seguir, algumas dicas para aliar a previdência privada ao INSS:

  • Invista para o longo prazo: ao escolher um plano de previdência adequado a seu perfil, pense no longo prazo. Fundos previdenciários têm ótimas vantagens tributárias para janelas de tempo superiores a 10 anos
  • Pesquise antes de contratar: há vários planos de previdência no mercado, oferecidos por instituições diversas. Avalie o histórico do fundo e da instituição responsável e compare as taxas de administração antes de contratar
  • Mantenha a regularidade: quanto mais contribuições e aportes você fizer, mais seu patrimônio vai crescer e maiores serão os benefícios. Tenha foco e persistência.

Como vimos, não é prudente depender apenas do INSS se você busca um futuro tranquilo. A previdência privada complementar não é um luxo, e sim uma decisão prudente.