Previdência social: o que é, quais são as regras e como complementar

Por Redação Onze

previdência social

Entender o que é previdência social é o primeiro passo para planejar o futuro financeiro. É a partir dela que você vai receber remuneração do governo ao se aposentar. 

Mas, afinal, como funcionam as regras, especialmente depois da reforma da previdência? Além disso, como complementar a aposentadoria e não depender do teto de salário estabelecido pelo governo? 

Você vai entender melhor sobre o assunto a partir da leitura deste guia. Acompanhe as dicas e entenda o que é previdência social e como planejar uma renda extra para o futuro.

O que é a previdência social

Previdência social é o sistema público que gera aposentadoria aos trabalhadores. Promovida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a previdência é um direito garantido a todos os cidadãos brasileiros por meio da Constituição.

Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve fazer contribuições ao longo dos anos para o INSS. Para quem tem carteira assinada, a contribuição é descontada diretamente da folha de pagamento. Já profissionais autônomos e empreendedores devem pagar a contribuição separadamente.

Atualmente, o teto da previdência é de R$ 6.101,06 (valor referente a 2020). Todo ano, é feito um reajuste com base na inflação do ano anterior. Além da remuneração ao se aposentar, o trabalhador tem acesso a benefícios extras como:

  • Auxílio-doença
  • Pensão por morte
  • Aposentadoria por invalidez
  • Salário-maternidade
  • Auxílio-acidente
  • Auxílio-reclusão
  • Salário-família

No Brasil, há dois regimes de previdência social: RGPS e RPPS. O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) é o sistema mais abrangente, destinado a profissionais com carteira assinada, autônomos, segurados especiais ou qualquer pessoa que tenha contribuído de forma autônoma para o INSS. 

Já o Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) é destinado a servidores públicos mantidos pelo governo federal, estados, municípios e Distrito Federal.

O que é a reforma da previdência social

A reforma da previdência social, como o próprio nome indica, foi uma alteração nas regras de acesso à previdência social aos trabalhadores. A reforma foi promulgada em 12 de novembro de 2019 pelo Congresso. As novas diretrizes passaram a valer a partir do dia seguinte, com a publicação da emenda constitucional nº 103 no Diário Oficial da União.

A reforma estabelece regras novas para segurados dos dois regimes de previdência  — RGPS e RPPS. As principais mudanças foram relativas a tópicos como:

  • Idade mínima
  • Tempo de contribuição
  • Cálculo do benefício
  • Alíquotas de Imposto de Renda
  • Pensão por morte
  • Regras de transição

Um dos pontos que geraram maior debate foi a idade mínima de aposentadoria. Com a reforma da previdência, ficou estabelecido que a idade mínima é de 62 anos para mulheres e de 65 para homens, tanto para iniciativa privada quanto para servidores.

Além disso, a partir das novas regras, mulheres deverão contribuir ao menos por 15 anos e homens por 20. Mas o tempo mínimo pode ser reduzido a 15 anos para homens e mulheres que já estavam filiados ao RGPS antes de a emenda constitucional entrar em vigor. As regras completas podem ser conferidas no site do INSS.

Como complementar a previdência social

Depois de entender o que é previdência social, você já sabe que o teto de remuneração é de R$ 6.101,06. Então, para garantir um futuro financeiro mais confortável, o ideal é planejar um complemento. O caminho é investir em previdência privada, que não tem teto de remuneração e tem como foco a rentabilidade no longo prazo. A seguir, confira dicas para complementar a aposentadoria concedida pelo governo.

1. Invista em previdência privada

Investir em fundos de previdência privada é a forma mais segura de complementar a previdência social. Com um plano, você faz contribuições ao longo da vida, e o dinheiro fica rendendo até a aposentadoria, quando é resgatado de uma única vez ou sob a forma de renda mensal. 

2. Escolha o plano e a tributação

Ao investir em previdência privada, você precisa definir dois fatores: o plano e o regime de tributação. Em relação aos planos, existem dois: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O mesmo ocorre com a tributação: é possível usar a tabela regressiva ou a progressiva

Portanto, informe-se sobre as características de cada plano e regime de tributação para fazer uma escolha adequada ao seu perfil.

3. Planeje o investimento

Outro passo essencial é planejar o investimento. Além de definir plano e tributação, entenda quais são os seus objetivos de longo prazo, identifique o valor com que pode contribuir mensalmente e crie uma reserva de emergência para não ter que resgatar o dinheiro da previdência antes do prazo em situações de imprevisto.

4. Tenha disciplina financeira

A incidência de juros compostos nesse tipo de investimento tem efeito multiplicador. Então, se você tiver disciplina para contribuir regularmente, pode alcançar uma renda ainda maior do que a da previdência social. 

Por isso, organize as finanças e adote o compromisso de investir todo mês. Sem dúvida, você colherá os frutos no futuro e vai ver que o esforço valeu a pena.

E então, compreendeu o que é previdência social e como complementar a renda para a sua aposentadoria? Se as dicas deste artigo foram úteis para você, compartilhe e acompanhe outros conteúdos do blog.