Resgate da previdência privada: 3 cuidados e como fazer

Por Redação Onze

Resgate da previdência privada

Você sabe como funciona o resgate da previdência privada e se vale a pena sacar antes do prazo?

Como qualquer investimento, esses planos têm suas próprias regras, prazos e custos para retiradas totais ou parciais. Se você está pensando em retirar dinheiro, precisa avaliar vários critérios para não correr o risco de ter prejuízo ou se arrepender depois.

Vamos ajudar no processo com alguns cuidados e um passo a passo de como fazer o resgate da previdência privada. Siga a leitura e tome a melhor decisão.

Como funciona o resgate da previdência privada

O resgate da previdência privada possui algumas regras e taxas específicas, que você precisa conhecer antes de investir ou optar pela retirada dos recursos. Para começar, existem basicamente duas formas de usufruir do dinheiro acumulado:

  • Saque total ou parcial: é quando você realiza saques totais e parciais de acordo com a condição do plano, observando regras como carência para resgate, incidência de impostos e taxas (no caso do saque total, o plano é cancelado).
  • Contratação de renda: é quando você escolhe contratar uma modalidade de renda do plano de previdência ao invés de administrar seus próprios resgates. No caso, a seguradora fica responsável por pagar os rendimentos mensais temporários ou vitalícios.

Na prática, os produtos mais comuns do mercado permitem que você retire dinheiro a qualquer momento, desde que respeite os prazos de carência e esteja ciente das taxas e encargos.

No entanto, é preciso avaliar vários critérios antes de decidir pelo resgate, por exemplo:

Vamos entender melhor esses pontos nos próximos tópicos.

3 cuidados com o resgate da previdência privada

Ao considerar um resgate da previdência privada, você deve tomar alguns cuidados para não sair no prejuízo e acabar com menos dinheiro do que esperava.

Por se tratar de um investimento, é claro que você não poderá resgatar o montante total acumulado, pois há custos, encargos e impostos envolvidos na operação. Por isso, é importante prestar atenção nos seguintes aspectos.

1. Conhecer as taxas cobradas pela administradora

Antes de pensar em resgate da previdência privada, você precisa conhecer em detalhes as taxas cobradas pela administradora do plano.

Estas são as taxas mais comuns do mercado:

  • Taxa de administração: é uma taxa descontada no valor da cota do fundo, relativa à administração do produto
  • Taxa de carregamento: é um custo que incide sobre cada novo aporte que você faz no plano, descontada diretamente do valor
  • Taxa de saída: também chamada de taxa de carregamento postecipada, é uma porcentagem cobrada sobre o valor do resgate, que costuma diminuir conforme o tempo de permanência.

Lembrando que cabe às seguradoras decidirem quais taxas aplicar e quais valores serão cobrados.

2. Calcular o imposto de renda

Dependendo do plano escolhido, será cobrada uma alíquota específica do Imposto de Renda sobre o resgate da previdência privada.

Se você escolheu o regime regressivo, por exemplo, a alíquota diminui conforme o tempo de permanência no plano, podendo chegar a 10% para aplicações acima de 10 anos.

Já no regime progressivo, o IR é definido conforme o valor resgatado, seguindo as mesmas regras da tabela geral (alíquota máxima de 27,5%).

3.  Comparar a rentabilidade com outros investimentos

Para decidir se vale a pena fazer o resgate da previdência privada, você deve comparar a rentabilidade e risco do plano com os de outros investimentos. Assim, você vai descobrir se compensa sacar o valor com todas as deduções anteriores e migrar seus recursos para outra aplicação — ou se é melhor deixar o dinheiro onde está.

Como fazer o resgate da previdência privada

Agora que você entendeu os principais pontos sobre o resgate da previdência privada, é só seguir alguns passos para retirar seu dinheiro.

Veja como proceder.

1. Defina o objetivo do resgate

Você quer fazer o resgate da previdência privada para comprar um bem, trocar de plano ou investir em produtos mais rentáveis? Ao tomar essa decisão, é importante ter um objetivo claro e planejar qual será o uso do dinheiro.

Lembrando que sua meta tem que valer a pena do ponto de vista financeiro, considerando os custos dessa retirada.

2. Calcule o valor líquido do saque

Com um objetivo claro em mente, você deverá calcular exatamente quanto vai receber no resgate da previdência privada. Para chegar ao valor líquido, confirme com a seguradora todas as taxas, custos e impostos que incidirão sobre o saldo.

3. Fique atento aos prazos e carências

Antes de fazer um resgate total e parcial, é importante conferir se os prazos de carência já foram cumpridos. Além disso, verifique se é possível reduzir os custos da sua retirada esperando mais algum tempo, como no caso da tabela regressiva.

Dependendo do plano, é melhor postergar o resgate do que pagar um IR maior.

4. Compare com a rentabilidade de outros produtos

Por fim, para bater o martelo sobre o resgate da previdência privada, você precisa comparar os rendimentos do seu plano com a rentabilidade oferecida por concorrentes ou outros produtos financeiros.

Se o objetivo é trocar de investimento, é importante calcular quanto seu dinheiro irá render permanecendo no plano em relação a outras aplicações.

Vale lembrar que você pode fazer a portabilidade para um plano de previdência privada mais vantajoso, como as opções da Onze Investimentos. Nossos planos investem em diversos ativos e possuem total transparência sobre as taxas, para você não ter dúvidas na hora de gerenciar seu patrimônio.

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