Tendência em benefícios para 2021: cultura de investimento mais forte deve refletir na atração e retenção de talentos

Por Fernanda dos Santos

A pandemia de coronavírus que o mundo vivenciou ao longo de 2020 não trouxe apenas um problema de saúde para boa parte das famílias brasileiras, mas também uma grande preocupação financeira que refletiu nos relacionamentos, na saúde mental e também na performance no trabalho.

As pesquisas “Estresse Financeiro dos Brasileiros” e “Tendências em Benefícios para 2021”, realizadas pela Onze, mostram que as empresas do País precisam lidar com duas realidades inegáveis na hora de se planejar para o próximo ano:

  1. O aumento dos níveis de estresse financeiro dentro das organizações, que gera queda de produtividade e conflitos de relacionamento; 
  2. A maior valorização da acumulação de patrimônio de longo prazo, que se mostrou indispensável para momentos de crise e incerteza como o que vivemos.

Adaptar o pacote de benefícios para as novas demandas do mercado e promover ações de incentivo à saúde financeira serão decisões essenciais na hora de recrutar talentos e reter os bons colaboradores -preocupação essencial em um contexto de retomada da economia. Boa leitura!

Dinheiro preocupa mais os brasileiros que saúde e violência

No fim de setembro o desemprego no Brasil atingiu uma taxa recorde de 14,6%, alcançando mais de 14 milhões de brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento em relação aos meses anteriores é reflexo da crise econômica que chegou com a pandemia e abalou financeiramente milhões de famílias.

Para a pesquisa “Estresse Financeiro dos Brasileiros”, a Onze perguntou a 1535 trabalhadores com empregos formais quais são suas maiores fontes de preocupação. Mesmo com a atual pandemia, que já matou mais de 180 mil* pessoas no Brasil, o dinheiro liderou a lista de maiores aflições, aparecendo à frente da saúde. 

*Número de mortes apurado em 14/12/2020

Estresse financeiro mina a produtividade

A preocupação excessiva com o dinheiro leva ao que chamamos de estresse financeiro, um mal que prejudica a produtividade dos colabores, aumenta os índices de presenteísmo e absenteísmo nas organizações, gera conflitos de relacionamento e causa inúmeros problemas de saúde.

Tudo isso tende a aumentar o turnover e gerar mais custos com demissões, recrutamento de novos funcionários e treinamentos. Fora os gastos com plano de saúde, que também crescem. 

Entre os entrevistados da pesquisa que apontaram dinheiro como maior problema, 25% dizem que precisam resolver pendências ao longo do dia, 35% perdem o foco no trabalho por conta das preocupações, 14% ficam mal-humorados e impacientes com colegas de trabalho e 45% perdem o sono pensando nas finanças. 

Cultura de investimento está mais forte

Apesar do estresse financeiro, a notícia interessante é que durante a pandemia muitos brasileiros parecem ter começado, enfim, a poupar mais. Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) mostrou que 58% dos entrevistados adiaram compras nos últimos meses.

Desses, 52% disseram que estavam inseguros em relação à economia do País e 31% afirmaram que reduziram o consumo pensando em reservar mais dinheiro para a poupança de precaução. Afinal, momentos como o atual não são tão previsíveis. É preciso se preparar para eles.

Cargos estratégicos valorizam a previdência

O aumento dessa cultura de poupança e investimento tem reflexo também no que os brasileiros buscam no mercado de trabalho. Isso é o que mostra a pesquisa “Tendências em Benefícios para 2021”, feita pela Onze com 2508 pessoas.

Os colaboradores de cargos considerados mais estratégicos pelas empresas, com salários acima de R$ 3 mil, apontaram a previdência corporativa como um dos 3 benefícios mais desejados. Ela aparece à frente do plano de saúde e também de benefícios modernos, como academia e horário flexível.

À medida que o salário sobe, a previdência corporativa é mais valorizada.

Preferência por previdência aumenta com a idade

A faixa etária também influencia o que os entrevistados priorizam no pacote de benefícios. Entre colaboradores com mais de 26 anos a previdência aparece em quinto lugar nas preferências. Quando o recorte é feito com colaboradores acima de 34 anos, o benefício sobe para o quarto lugar.

Observamos que à medida que os colaboradores sobem na carreira, passam a valorizar os benefícios que têm impacto de longo prazo em suas vidas em detrimento dos que têm impacto apenas na rotina.

Empresas que oferecem previdência têm colaboradores mais felizes

Os níveis de satisfação com o emprego atual e com o pacote de benefícios também é maior entre as pessoas que recebem a previdência corporativa. Desses, 82% estão satisfeitos com o emprego atual e 74% estão satisfeitos com o pacote de benefícios. 

No grupo dos que não recebem a previdência, 76% estão felizes com o emprego e 60% com os benefícios.

A pandemia e todas as mudanças que vieram com ela estão influenciando consideravelmente a forma como as pessoas pensam e lidam com o dinheiro, especialmente porque muita gente sentiu no bolso as consequências de não se preparar financeiramente para imprevistos.

Cuidar do futuro financeiro dos colaboradores, portanto, é uma preocupação que deve estar cada vez mais incorporada à cultura das empresas, orientando as estratégias de atração e retenção de talentos. 

Sobre a Onze

Acreditamos que a melhor forma de cuidar do futuro financeiro dos colaboradores é oferecendo um benefício corporativo de verdade. Para isso nasceu a Onze, a primeira PrevTech do Brasil. Somos uma gestora e empresa de tecnologia totalmente focada na saúde financeira dos colaboradores. Chegamos com a proposta de reinventar o mercado de previdência corporativa, oferecendo planos flexíveis e personalizados que se adequam às necessidades e objetivos de cada empresa.

Temos uma plataforma 100% digital e sem burocracia, fundos diversificados e gestão especializada do dinheiro. 

E ainda decidimos ir além e desenvolver uma solução completa de saúde financeira, que realmente faz a diferença na vida dos colaboradores. A iniciativa inédita no país inclui check-ups periódicos, consultas individuais com especialistas e uma plataforma com centenas de vídeos sobre finanças. A Onze é regulada pela CVM e Anbima.