Aluguel de ações: O que é e como investir?

Por Redação Onze

aluguel de ações

O que é aluguel de ações?

Na maioria dos casos, o investidor compra uma determinada quantidade de ações visando o retorno do investimento a longo prazo. Entretanto, para que essas ações não fiquem paradas e possam movimentar o mercado financeiro, o investidor pode disponibilizar essas ações para empréstimo ou aluguel.

Desta forma, o investidor que detém as ações, chamado de doador, continua com os títulos em sua carteira de investimento. Enquanto isso, o investidor que aluga as ações, chamado de tomador, poderá lucrar com a queda do valor dos papéis alugados.

Como fazer o aluguel de ações?

Para facilitar o entendimento, o aluguel de ações é muito semelhante ao aluguel de um imóvel. O dono das ações informa à corretora de valores que tem interesse em alugar as suas ações. Nesse momento, é preciso informar também a quantidade e quais os papéis que estarão disponíveis, o valor do aluguel e o prazo do contrato. que pode variar de dias até anos.

Para conseguir alugar ações, o tomador precisa provar que possui capital suficiente para fazer a transação e para liquidar o contrato na data do seu vencimento. As garantias exigidas podem variar conforme a corretora, mas geralmente incluem: 

  • CDBs;
  • Títulos do Tesouro Direto;
  • LCI/LCA;
  • Ações.

Essa transação de aluguel de ações é feita diretamente pela B3, ou seja, não há necessidade de interação ou negociação entre investidores. Com isso, esse processo acaba sendo muito seguro para o doador.

Uma dica importante é que, ao comprar uma ação, você já pode informar para a sua corretora que você tem interesse em disponibilizá-las para o aluguel. É possível, inclusive, disponibilizar toda a sua carteira de ações para aluguel. Os títulos a serem disponibilizados, o valor e o período vão depender dos seus objetivos. 

Quem pode realizar o empréstimo?

As ações podem ser alugadas por qualquer investidor, seja ele pessoa física ou jurídica. Do ponto de vista do doador, o investidor geralmente possui um perfil fundamentalista, focado no longo prazo. Ou seja, ele acredita que a ação irá se valorizar com o tempo e não quer vendê-la rapidamente.

Já do ponto de vista do tomador, o perfil de investidor é o mais arrojado e que está disposto a correr mais risco. Afinal de contas, ele pode realizar operações em curto prazo, tentando lucrar com as oscilações de valor das ações ao longo do dia ou em poucos dias.

Quais as taxas e custos dessa operação?

Antes de iniciar qualquer investimento, é importante que você entenda quais são os custos envolvidos. Somente assim é possível saber se realmente é vantajoso realizar determinada operação e, claro, qual será o rendimento obtido.

No caso do aluguel de ações, o doador não precisa arcar com nenhuma taxa ou custo. Ele simplesmente disponibiliza as ações, no entanto, o risco da operação é do tomador.

Já o tomador precisa ficar atento pois são cobradas diversas taxas e custos. São eles:

  • Aluguel das ações estipulados no contrato;
  • Taxa de registro da BM&F Bovespa: 0,25% ao ano sobre o valor negociado, com valor mínimo de R$ 10,00;
  • Taxa de corretagem: varia conforme a instituição financeira;
  • Emolumentos: também varia conforme a corretora.

Cobrança de Imposto de Renda

Vale ressaltar que há incidência de Imposto de Renda (IR) para as duas partes envolvidas no aluguel de ações.

No ato da liquidação, o doador precisa efetuar o pagamento do IR, que é a mesma alíquota da Renda Fixa e incidirá sobre o valor recebido do aluguel. Portanto, ele varia conforme o prazo de contrato em que as ações ficaram alugadas.

De maneira simples, funciona da seguinte forma:

  • Até 180 dias: 22,5% de alíquota;
  • Entre 181 e 360 dias: 20%;
  • Entre 361 e 720 dias: 17,5%;
  • Mais de 720 dias: 15%.

Já para os tomadores de ações, o IR é calculado somente sobre os rendimentos obtidos nas operações realizadas com os papéis alugados. 

Quais as vantagens de realizar o aluguel de ações?

A transação de aluguel de ações oferece vantagens tanto para o doador quanto para o tomador. Veja a seguir quais são as principais delas.

Para o doador

Quando um investidor compra ações o objetivo principal é sempre o lucro. Portanto, quando um ativo está valorizando ou gerando qualquer tipo de renda, é sempre um ponto positivo. 

Dito isso, essa é a principal vantagem para o doador de ações. Lembre-se que dissemos que o investidor geralmente compra as ações visando o longo prazo. Ou seja, durante esse período, as ações estão paradas, sem trazer nenhum tipo de rendimento. Já, ao disponibilizar as suas ações para aluguel, elas podem gerar um rendimento pequeno, mas positivo.

Entre as demais vantagens de ser um doador de ações estão:

  • Rentabilidade com as suas ações sem precisar vendê-las;
  • Continuar recebendo juros e dividendos das ações alugadas;
  • Operação de baixo risco, garantida pela CBLC;
  • Não há nenhum tipo de custo.

Apesar disso, é importante mencionar que, enquanto as ações estão alugadas, o doador não poderá realizar nenhum tipo de operação com os títulos e o investidor não poderá participar da assembleia das empresas.

Para o tomador

Já olhando pelo ponto de vista do tomador de ações, como as transações operadas através do aluguel de ações são de curto prazo, o risco é bastante alto. Apesar disso, existem inúmeras vantagens, são elas:

  • Possibilidade de bons ganhos conforme o mercado oscila;
  • Ideal para investidores arrojados que querem aproveitar quedas na bolsa de valores;
  • Custo fixo de 0,25% sobre o valor da operação.

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