Fundos na CVM: consulte para investir com segurança

Por Redação Onze

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Fundos na CVM: aprenda a consultar

Todo fundo de investimento deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários. Esse cadastro tem o objetivo de oferecer maior segurança ao investidor, que pode conferir diversos dados sobre a aplicação em um só lugar.

A consulta no site do CVM pode ser feita tanto pelo número do CNPJ quanto por parte do nome do grupo. Por meio dela, é possível verificar todas as informações públicas do fundo, como valor diário da cota, número de cotistas, prospecto, lâmina, composição da carteira, entre outros dados relevantes.

Para ter acesso, é preciso escolher entre as opções “fundos registrados” ou “fundos cancelados” e depois preencher com o CNPJ ou o nome. Antes de confirmar a pesquisa, será necessário selecionar ainda o tipo de fundo que você busca entre as alternativas fornecidas.

Quais são os fundos listados na CVM?

Conforme mencionamos, a CVM divide os fundos listados em duas categorias: os registrados e os cancelados. A primeira se refere aos grupos que mantêm seu registro ativo no sistema da Comissão, tendo, assim, direito de continuar operando.

Os cancelados, por sua vez, são aqueles que tiveram sua inscrição revogada por alguma irregularidade ou por solicitação da própria gestora.

Para além do registro na CVM, existem no mercado diversas modalidades de fundo de investimento com características distintas. A diferenciação entre um e outro tipo se dá pela natureza dos ativos nos quais o patrimônio é aplicado.

Fundos de renda fixa, por exemplo, investem apenas em títulos públicos e privados de renda fixa, enquanto os de ações operam principalmente na bolsa de valores.

Existem, ainda, fundos imobiliários (com financiamento de imóveis), de câmbio (que negociam moeda estrangeira) e os multimercados (que atuam em vários segmentos, diversificando os tipos de ativos).

Por que consultar fundos na CVM?

O principal objetivo de consultar o sistema da CVM antes de investir é ter mais segurança em suas transações.  Afinal, quem escolhe seu investimento de acordo com os dados fornecidos pela Comissão de Valores Mobiliários fica mais tranquilo, pois tem a certeza de optar por um fundo regularizado.

Outra função da CVM é promover o acesso ao conhecimento. No site, é possível encontrar informações relevantes sobre o fundo para que você saiba tudo o que precisa para investir de maneira consciente e estratégica.

Como investir melhor com os fundos da CVM?

Agora que você sabe por que é relevante usar a CVM para investir da melhor forma possível, que tal partir para a parte da aplicação em si? Confira, a seguir, quatro dicas que vão ajudar nesse sentido.

1. Planeje-se bem

Antes de se comprometer com qualquer investimento, é importante planejar bem qual será a estratégia financeira adotada. Assim, avalie seus objetivos e projetos de vida para garantir que o seu plano corresponde ao que você quer para o futuro.

Considere também se você busca por grandes retornos ou se procura apenas uma maneira de proteger sua reserva da desvalorização.

2. Estude todas as suas opções

O prospecto nada mais é do que um documento descritivo que acompanha todos os fundos disponíveis no mercado. Nele, podem ser encontradas informações relevantes sobre o grupo, como seu objetivo, sua política de investimento, as regras para resgate, entre outras.

Como falado, no sistema da CVM é possível consultar o prospecto junto com outros materiais relevantes para sua tomada de decisão. Portanto, certifique-se de ler com atenção todos os dados disponibilizados pela Comissão, já que um erro simples pode custar caro.

3. Confira a rentabilidade

O rendimento é uma informação relevante para todos os investidores que buscam um destino para aplicar seu capital. Na maioria dos fundos, porém, a projeção de rentabilidade não é 100% precisa e a análise do histórico funciona mais para dar uma ideia sobre a performance do gestor.

Apesar de importante, a avaliação dos rendimentos não pode ser o único fator decisivo. Afinal, ganhos passados não é garantia de lucros futuros.

4. Conheça as taxas e os tributos

Por fim, uma questão que acaba escapando do radar de alguns investidores é a cobrança dos encargos. No caso dos fundos, existe a incidência de um custo pela administração do patrimônio e, em algumas situações, há também uma taxa de performance sempre que o resultado fica além das expectativas.

Quando o assunto é tributação, os fundos têm incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de até 30 dias e do Imposto de Renda (IR), de acordo com a tabela regressiva.

Para saber mais sobre fundos de investimento e o papel da Comissão de Valores Mobiliários, não deixe de acompanhar o blog da Onze.