Gestão de segurança do trabalho: o que é e como fazer

Por Redação Onze

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A gestão de segurança do trabalho está entre uma das preocupações mais básicas de qualquer organização. Ou, ao menos, deveria ser assim.

Zelar pelo bem-estar dos colaboradores, mais do que uma obrigação legal, é um compromisso humanitário que as empresas precisam firmar. Essa responsabilidade, no entanto, deve ser genuína, e não ser feita apenas como parte de um protocolo.

É sobre isso que vamos falar ao longo deste texto, não só explicando o que é e como funciona a gestão de segurança do trabalho, mas destacando a sua importância e as etapas de implantação.

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Gestão de segurança do trabalho: o que é?

Gestão de segurança do trabalho é um conjunto de ações que visam melhorar o ambiente organizacional, prevenindo acidentes e doenças ocupacionais. Assim, os profissionais têm a integridade física e emocional preservada e conseguem desempenhar suas funções sem maiores problemas e preocupações.

No Brasil, quem responde por essa demanda é o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), órgão obrigatório a todas as empresas e disciplinado pela NR 4, norma regulamentadora do então Ministério do Trabalho.

O que compete à gestão de segurança do trabalho?

A maioria das empresas opta por ter um setor específico para realizar a gestão de segurança do trabalho, que fica responsável por ações como as listadas abaixo.

Formação de uma CIPA

A formação de uma Comissão Interna de Prevenção dos Acidentes (CIPA) é uma das principais atribuições da gestão de segurança do trabalho. Essa equipe, composta por representantes da empresa e funcionários, tem como objetivo realizar reuniões, debater situações de risco e levantar possíveis soluções para esses casos.

Desenvolvimento de um mapa de riscos

O mapa de riscos é um documento visual obrigatório que enumera todos os perigos da planta, assim como suas respectivas intensidades, que existem na empresa. Desenvolvido pela CIPA, esse mapa também deve contar com ações preventivas e corretivas para evitar circunstâncias que representem ameaça.

Criação de programas de prevenção

Cabe à gestão de segurança do trabalho promover programas de prevenção. Entre os mais comuns estão o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Operacional (PCMSO).

O primeiro busca garantir o bem-estar do colaborador a partir de uma análise do ambiente de trabalho. Já o PCMSO tem como objetivo mapear as doenças ocupacionais mais comuns, monitorar os sintomas e encaminhar para o acompanhamento ou tratamento médico.

Distribuição de EPIs

O fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e das fichas de EPI é mais uma atribuição do setor de segurança. Esses aparelhos (como máscaras, luvas, capacete, protetor auricular etc.) têm como objetivo proteger, parcial ou totalmente, os profissionais dos riscos do ambiente laboral.

Já as fichas são uma garantia de que a empresa cumpriu com as normas regulamentadoras e entregou os equipamentos para os funcionários. Cada documento deve estar assinado pelo usuário do EPI.

Fiscalização de documentos

Por falar em documentos, outra atividade importante que a gestão de segurança do trabalho desempenha é a fiscalização de determinados papéis, como:

  • Ordem de serviço: apresenta os riscos e as medidas preventivas aos colaboradores
  • Atestado de saúde ocupacional: atesta se o profissional está apto ou não a voltar ao trabalho
  • Laudo técnico da condição de ambiente de trabalho: mostra, entre outras coisas, se os profissionais têm direito à aposentadoria especial por conta da exposição a agentes nocivos à saúde.

Benefícios da gestão de segurança do trabalho

Ter uma boa gestão de segurança do trabalho traz diversas vantagens organizacionais. Vamos acompanhar as principais nesta lista:

  • Melhora da qualidade de vida dos profissionais
  • Diminuição dos custos
  • Aumento da produtividade
  • Retenção de talentos
  • Valorização da employer branding
  • Responsabilidade organizacional
  • Fortalecimento do trabalho coletivo.

Como fazer a gestão de segurança do trabalho?

Com tantos benefícios que a gestão de segurança do trabalho pode proporcionar aos colaboradores e às empresas, ficou clara a importância de implementar esse modelo, certo? Para ajudar você nessa missão, preparamos algumas dicas.

Crie um plano de ação

Um plano de ação completo deve conter: os principais problemas levantados, possíveis soluções e maneiras de prevenção, estudos de caso, definição da CIPA, criação de programas e execução das medidas de segurança.

Monitore os processos

Faça com que a CIPA monitore de perto cada processo produtivo a fim de garantir o cumprimento das normas de segurança. Se preferir, pode determinar um supervisor específico para cuidar desses detalhes.

Cuide do maquinário

As manutenções dos equipamentos devem estar em dia para ajudar a prevenir acidentes de trabalho. Por isso, fique de olho nos prazos previstos pelos fabricantes para fazer os reparos necessários.

Foque no bem-estar dos seus funcionários

Um dos maiores benefícios de uma gestão de segurança do trabalho eficiente é a melhora da qualidade de vida dos profissionais. Essa preocupação com o bem-estar da equipe pode ser manifestada de diferentes formas, como no oferecimento de benefícios.

Quando uma empresa investe em um plano patrocinado de previdência privada, por exemplo, ela demonstra que se preocupa e tem apreço pelo futuro dos seus colaboradores.

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O funcionamento é fácil: parte do salário do funcionário é deduzida da folha de pagamento e aplicada no fundo de previdência. Para cada R$ 1,00 que ele aplica, a empresa pode optar por depositar mais R$ 1,00, em uma prática conhecida como “match”.