O que é CDB: guia completo do Certificado de Depósito Bancário

Por Redação Onze

O que é CDB

CDB é um tipo de investimento em renda fixa, cuja sigla significa Certificado de Depósito Bancário.

Ele é um investimento de renda fixa porque sua rentabilidade é fixada com algum parâmetro, seja um percentual conhecido anteriormente ou um índice que o CDB vai acompanhar.

Mas o que um CDB é na prática? Nada mais do que um empréstimo ao banco que emite esse título para financiar suas atividades – principalmente aquelas relacionadas a crédito.

O banco pega o seu dinheiro e empresta para outros clientes, a taxas superiores. Em troca, você recebe uma rentabilidade ao fim da aplicação, cujo prazo depende das condições impostas pelo emissor.

Por ser oferecido por diversos bancos e ter sua aplicação facilitada, o CDB frequentemente é escolhido como uma primeira opção para quem deseja sair da poupança, cujos rendimentos podem ficar abaixo da inflação em determinados períodos, como ocorreu em anos recentes.

Rentabilidade do CDB

A seguir, confira o tipo de rendimento que um título de CDB pode oferecer ao investidor:

Prefixados

Os Certificados de Depósito Bancários com rentabilidade prefixada são aqueles em que o investidor conhece, no momento da aplicação, o retorno que obterá ao fim do prazo do investimento.

Por isso, os CDBs prefixados costumam ser os preferidos de quem prioriza a segurança de saber exatamente quanto terá no futuro – mesmo que esse valor possa vir a ser inferior à inflação, por exemplo.

Pós-fixados

Os Certificados de Depósito Bancários pós-fixados são o modelo mais popular de CDB disponível aos investidores. Aqui, a rentabilidade é atrelada a um indicador, sendo o mais comum deles o CDI, cujo valor está intimamente ligado à taxa básica de juros da economia, a Selic.

Conforme a Selic é ajustada pelo Banco Central, o CDI também oscila, e a rentabilidade do seu CDB estará atrelada ao índice. Em geral, ela é dada por um número percentual, como 100% do CDI, por exemplo. Você não tem certeza de qual será a rentabilidade ao final da aplicação, mas garante que ela vai perseguir o CDI – o que não acontece no pré-fixado.

Híbridos

Menos comuns, os CDBs com rentabilidade híbrida têm seu rendimento composto por duas partes: uma delas fixa e a outra variável.

Em geral, esse tipo de CDB busca proporcionar uma rentabilidade superior à inflação. Por isso, ele é composto por um percentual fixo, como 2%, e também pelo IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que é medido todos os meses pelo IBGE e pode ser considerado a inflação oficial do país.

Por meio do CDB híbrido, você garante que o seu dinheiro não vai perder poder de compra ao longo do tempo, porque vai render sempre acima da inflação do período.

Tributação do CDB

Ao investir em CDBs, é preciso ficar atento a duas formas de tributação: o IOF e o Imposto de Renda.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide apenas sobre operações de curtíssimo prazo, em um intervalo inferior a 30 dias. Para fugir desse imposto, que pode afetar de forma bastante significativa os seus rendimentos, é recomendável se planejar para nunca resgatar uma aplicação em CDB antes de 30 dias.

O IOF varia de acordo com o prazo da aplicação, sendo bastante agressivo para investimentos de apenas um dia: 96% sobre o lucro da operação. A alíquota vai caindo progressivamente, até chegar ao valor mínimo de 3% em 29 dias, e ficar zerada a partir de 30 dias. Por isso, anote: só invista em CDBs um valor que você poderá resgatar depois de 30 dias de aplicação.

Imposto de Renda

A exemplo de outros investimentos de renda fixa, o Imposto de Renda do CDB é cobrado em uma tabela regressiva, em que a menor alíquota corresponderá ao maior prazo do investimento. Dessa forma, há um incentivo para que você mantenha o dinheiro aplicado por mais tempo.

A alíquota do Imposto de Renda oscila de 22,5% sobre os lucros, para aplicações com prazo inferior a 180 dias, até 15% sobre os lucros, para aplicações por um período superior a 720 dias.

Confira a tabela completa:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 dias a 365 dias: 20%
  • De 366 dias a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%.

Liquidez do CDB

Agora que você já sabe o que é CDB, como funciona sua rentabilidade e tributação, chegamos a um ponto sensível: a liquidez dessas aplicações.

Como você provavelmente já sabe, liquidez, nas aplicações financeiras, é o nome dado à capacidade de conversão de um ativo em dinheiro sem perda de valor.

Nos imóveis, a liquidez é baixa, porque você precisa encontrar um comprador, fazer todos os trâmites de venda e negociar o preço conforme o interesse.

Em um título Tesouro Selic, por outro lado, a liquidez é muito alta: você consegue vender a qualquer momento e receber o valor em apenas um dia útil.

Já nos CDBs, a liquidez tende a variar. Quem define esse prazo é a instituição que está oferecendo o título ao mercado. Em linhas gerais, você precisa ficar atento a dois prazos: o prazo de vencimento e o prazo de carência.

Isso porque, ao contrário da poupança, por exemplo, CDBs são investimentos com um prazo definido, que costuma variar de seis meses a cinco anos, dependendo do tipo de investimento.

A rentabilidade acordada será garantida ao fim do prazo de vencimento. Mas isso não significa que você precise necessariamente esperar até essa data para resgatar seu investimento.

É aí que entra o prazo de carência. Ao fim desse período estipulado pelo banco, você tem autorização para resgatar o valor com liquidez imediata. Em geral, quanto maior o prazo de carência, maior a rentabilidade associada ao CDB, porque o banco pode ficar mais tempo com o seu dinheiro.

CDBs com liquidez diária, por exemplo, costumam ter uma rentabilidade menos atraente do que os CDBs com prazos mais longos. A lógica é fácil de entender: quanto maior a liberdade do banco para utilizar os valores, maior tende a ser o retorno para ele e para você.

Riscos do CDB

Os riscos do CDB estão ligados principalmente à solidez das instituições financeiras que emitem os títulos. Mas há um atenuante para esse risco e um perigo oculto para o qual muitos investidores não se preparam. Confira:

Risco de crédito da instituição financeira

Ao emprestar dinheiro para o banco por meio de um CDB, o risco que você corre é o risco de o banco decretar falência ou passar por graves problemas financeiros, que impeçam o pagamento da rentabilidade acordada.

Esse risco, no entanto, costuma ser muito baixo, principalmente quando falamos dos maiores bancos do mercado. Naturalmente, o retorno vai corresponder ao risco: quanto maior e mais sólido for o banco, menor tende a ser a taxa de retorno do CDB.

Já bancos médios e pequenos podem oferecer uma rentabilidade mais atraente em troca do risco de crédito maior. Essa é a principal diferença no CDB de banco grande e CDB de banco médio.

Garantia do FGC

O CDB pode ser considerado tão seguro quanto a poupança, porque conta com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de até R$ 250 mil por CPF, ou por instituição financeira.

Isso significa que, se o banco tiver problemas para pagar o seu CDB, você pode solicitar cobertura do FGC dentro deste limite. Se o Fundo tiver recursos para cobrir, você fica garantido.

Mas vale lembrar que, em uma situação hipotética de colapso de várias instituições financeiras ao mesmo tempo, o FGC pode ter dificuldade para atender todos os pedidos ao mesmo tempo.

Risco de liquidez

Dependendo dos prazos do CDB, o investidor menos cuidadoso pode não conseguir transformar o investimento em dinheiro tão rapidamente quanto desejaria em uma situação de emergência. Por isso, antes de optar por títulos mais longos, é essencial criar uma reserva financeira com alta liquidez para que você possa contar com dinheiro em situações extraordinárias, como uma emergência médica ou de família.

CDB em carteira de longo prazo

Entendeu em detalhes o que é CDB e como ele pode compor o seu portfólio? Esses títulos são uma das melhores aplicações financeiras com diversificação para quem mira o longo prazo e quer distribuir o seu dinheiro em diversos ativos.

Dentro da renda fixa e do planejamento financeiro pessoal, eles estão entre os ativos mais populares, porque o investimento é simples, prático e acessível em qualquer banco, inclusive pelo home banking.

Em uma carteira de investimentos focada no longo prazo, o CDB com liquidez diária, por exemplo, pode receber parte da sua reserva de emergência, aquele dinheiro que precisa ficar sempre à mão em caso de algum evento urgente, como desemprego ou doença na família.

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