Aluguel de ações: conheça detalhes sobre a estratégia

Por Redação Onze

Você sabe o que é  aluguel de ações? Provavelmente você conhece a expressão “deixar dinheiro na mesa”, que é o que fazem as pessoas que têm bens, como imóveis ou veículos, e não os usam para lucrar.

Nesse sentido, o aluguel de ações é a prática de mercado pela qual ações com valor a longo prazo podem ser utilizadas para incrementar os rendimentos.

Ao alugar papéis, você assegura ganhos além dos que perceberia pela sua valorização normal. Por isso, essa operação é a melhor forma de monetizar suas ações, sendo bastante vantajosa, principalmente para aquele que aluga. 

Achou a ideia interessante? Então, avance na leitura e saiba como fazer a operação!

Aluguel de ações: o que é?

Engana-se quem pensa que ações são ativos que só podem ser negociados a  curto prazo ou só dão lucro se forem vendidos no day trade. Veja, por exemplo, o que fazem os investidores mais experientes

Baseados em análises fundamentalistas, eles aprendem a identificar papéis com maior potencial de mercado a longo prazo. Assim sendo, eles compram esses ativos como quem adquire  um imóvel esperando o tempo passar para vender a um preço mais alto.

Dessa forma, enquanto não chega o momento de se desfazer de uma ação, nada o impede de utilizá-la para gerar uma renda extra por meio do seu aluguel.

Como funciona o aluguel de ações?

O aluguel de ações é feito entre duas partes. Uma é o doador, ou seja, aquele que disponibiliza uma ação para ser alugada. A outra é o tomador, um investidor focado no intraday, que aluga papéis com o intuito de lucrar com o seu deságio, ou seja, a perda de valor.

Para o doador, essa é uma transação 100% garantida e intermediada pela B3, que assume todos os riscos, caso o tomador não honre seus compromissos.  O investidor que aluga os bens, por sua vez, deve arcar com as taxas de corretagem e da própria bolsa de valores.

Vantagens do aluguel de ações

Há diversas vantagens para doadores e tomadores em uma operação de aluguel de ações. Destacamos as principais a seguir. Confira:

Doador

  • Aumentar seus rendimentos com ações mantidas sob custódia;
  • Aproveitar os momentos de queda para lucrar com ações compradas;
  • Ter uma segurança maior ao negociar papéis de empresas mais consistentes;
  • É um investimento que pode ser usado para obter renda passiva com ações.

Tomador

  • Lucrar com operações de venda a descoberto;
  • Alugar pode ser menos custoso do que comprar ações;
  • Potencial de lucros rápidos no day trade quando a ação está em queda.

Cuidados no aluguel de ações

Ainda que seja uma operação protegida pela bolsa, como toda negociação com ações, há riscos que devem ser considerados também no seu aluguel, principalmente para o tomador.

Isso porque, na venda a descoberto, ele negocia com ações que, na verdade, não possui. Portanto, quando ele vende um papel a um preço mais baixo para lucrar com a diferença em relação ao valor de compra, precisará de um lastro, que é a ação cedida pelo doador.

Então, se ao ser encerrado o contrato de aluguel, o tomador não conseguir recomprar as ações vendidas a descoberto, deverá ressarci-las ao doador.

Vale ressaltar que o aluguel pode ser feito  de um dia a dois anos, e o seu valor é estipulado pelo doador, conforme a tabela de empréstimo de ativos da B3.

Como alugar ações: dicas e etapas

Considerando as características peculiares desse tipo de negociação, veja nos próximos tópicos como alugar ações com mais segurança e máxima rentabilidade.

1. Tenha uma conta em uma corretora

Como não há contato direto entre doadores e tomadores, as transações de aluguel precisam ser intermediadas pela B3, que, por sua vez, é acionada por uma corretora. Por isso, a primeira providência a ser tomada é abrir uma conta para que a instituição financeira viabilize junto à bolsa o aluguel das suas ações.

2. Busque por ações de empresas sólidas

Não faz sentido alugar se o seu objetivo é negociar no curto prazo ou no day trade, certo? Dessa forma, as ações devem ser de empresas sólidas. De preferência, com muito tempo no mercado e que atuem em setores estratégicos, como o de infraestrutura e energia.

3. Estipule um preço justo

Por mais que a ação alugada tenha valor de mercado, o aluguel só será uma alternativa válida se for estipulado um preço razoável, que seja vantajoso para o tomador. Lembre-se de que ele pagará um aluguel mensal e, para compensar esse investimento, precisará vender suas ações a um preço atrativo para recomprá-las em seguida.

4. Acesse seu Home Broker e alugue

Com esses cuidados, basta acessar o seu Home Broker e buscar no painel de controle a área na qual pode ser feito o aluguel de ações.  Um outro ponto importante  é que os proventos resultantes da valorização da ação continuam com o doador, que mantém todos os direitos sobre o ativo, mesmo se ele estiver alugado.

Aqui, no blog da Onze, é assim: você está sempre por dentro de assuntos que fazem a diferença na sua vida financeira.