Bolsa de valores para iniciantes: tudo o que você precisa saber para começar a investir

Por admin

A “cultura do investimento” já é uma realidade entre os brasileiros, que ainda mantém o vínculo histórico com a poupança, mas não mais como sua única aplicação financeira. 

Quem está dando os primeiros passos como investidor, com o tempo, tenderá a diversificar sua carteira e certamente pensará em investir também em ações na Bolsa de Valores. 

Para muitos, esta é uma meta, a motivação para virar investidor, mas também um desafio por desconhecer a fundo o funcionamento e a rotina da Bolsa. 

Então, está na hora de aprender mais sobre o assunto, concorda? Por isso, vamos falar de Bolsa de Valores para iniciantes.

Bolsa de valores para iniciantes: O que é e como funciona?

Para começar, o investidor iniciante precisa saber que a Bolsa de Valores é “um tipo de mercado em que investidores podem negociar títulos e ações de empresas de capital aberto públicas ou privadas”, ofertados com o objetivo de levantar capital. 

A empresa decide fazer suas IPO (do inglês Oferta Pública Inicial), que significa abrir seu capital para outros acionistas. É o chamado mercado primário, com a transferência das ações, antes exclusivas, para os investidores da Bolsa. O chamado mercado secundário ocorre na sequência com a negociação das ações entre os próprios investidores.

Ou seja, é na Bolsa que o investidor compra ações que representa uma fatia do bolo societário de uma empresa. E obtém lucro sobre seu investimento quando ocorrem resultados positivos ou divisão de dividendos, por exemplo. 

Portanto, falando de Bolsa de Valores para iniciantes, a instituição tem a função de organizar a rotina de negociações, com a segurança, transparência e credibilidade necessária para que os investidores possam comprar e vender ações a partir da intermediação das chamadas corretoras de valores.

No Brasil, as operações via Bolsa remontam à década de 1960 e houve momentos em que o país contava com nove bolsas em diferentes regiões. Mas em 2017, surgiu a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, com sede em São Paulo, resultado da fusão da BM&F Bovespa com a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) e que nasceu para englobar as operações referentes a todos os valores imobiliários de renda fixa e variável.

O trabalho da B3 é feito em parceria com dois outros órgãos importantes para as operações na Bolsa: a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que garante a segurança de todas as operações, e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula e fiscaliza o mercado com o objetivo de evitar fraudes e garantir a integridade das transações.

À primeira vista, a Bolsa de Valores para iniciantes pode se mostrar uma realidade distante por uma suposta complexidade nas operações. 

Mas na verdade, o funcionamento da Bolsa se tornou muito mais dinâmica e de fácil compreensão quando as operações de compra e venda passaram a ser 100% online, via uma plataforma chamada Home Broker, a partir da contratação dos serviços de corretora de valores, e seguindo os horários de abertura e fechando do pregão

Ou seja, esqueça aquelas imagens dos telejornais ou cenas de filmes com operadores aos berros na sede da Bolsa querendo vender e comprar ações. Isso ficou no passado.

O que não muda é a certeza de que o investimento em Bolsa de Valores não é um privilégio para grandes investidores ou para quem já é experiente no mercado de ações e investimentos. Pelo contrário. 

Primeiro, porque não há um valor mínimo para investir na Bolsa. Com R$ 100,00, por exemplo, já é possível investir. E segundo que é oferecida uma variedade de opções que abre a possibilidade para que investidores com diferentes perfis (tanto em relação ao modo como investe quanto ao poder aquisitivo) possam também comprar ações.

Dicas sobre ações da Bolsa de Valores para iniciantes

Ao decidir investir na Bolsa de Valores, o investidor iniciante deve aprender um pouco mais sobre os procedimentos antes de tomar a decisão de compra. Por exemplo, ações negociadas na Bolsa são de dois tipos:

Ações ordinárias – Ao optar pela compra de ações deste tipo, o investido passa a ter direito a voto na eleição de membros do Conselho de Administração da empresa emissora. Isso é importante porque pode influenciar na gestão e, por tabela, nos resultados financeiros da empresa. 

Por outro lado, em caso de falência ou liquidação, quem compra ações ordinárias precisa esperar para receber o dinheiro investido. Isso só ocorre após o pagamento aos investidores que possuem ações preferenciais e aos credores.

Ações Preferenciais – Investidores neste tipo de ação em geral não tem direito a voto, mas como o nome sugere, tem prioridade para o recebimento de dividendos de uma empresa. 

Na maioria dos casos, o valor é fixo, diferente das ações ordinárias em que os dividendos não são garantidos, mas são variáveis.

A negociação das ações ocorre em lotes. Cada lote equivale a 100 ações. Mas o investidor pode fazer a compra de lotes fracionados. Apesar de menor liquidez e menor diferença entre valor de compra e valor de venda – spread -, é uma opção que facilita a Bolsa de Valores para iniciantes e pequenos investidores.

O valor das ações para compra e venda pode sofrer variações conforme o desempenho dos indicadores, compostos por diferentes ativos e utilizados como termômetro para as negociações. O indicador mais conhecido e usado como referência na B3 é o Ibovespa. Funciona como indicador de desempenho geral, tomando por base os ativos mais negociados no mercado brasileiro de ações.    

Por isso, quando você ouvir que a Bolsa de Valores abriu, está ou fechou em alta ou em baixo, isso quer dizer que o indicador está determinando o A Bolsa em alta, portanto, ocorre quando o índice Ibovespa alcança um patamar maior em relação ao último fechamento. E isso aponta uma tendência de valorização das ações.

Por que investir na bolsa de valores?

Agora que você sabe um pouco mais sobre o assunto, a pergunta a ser respondida é por que investir na Bolsa de Valores? Porque o investimento em ações tem um alto potencial de retorno, sendo mais rentável que outros investimentos.

Como em qualquer outro investimento, há riscos para o investidor na Bolsa de Valores. Mas conforme o nível de acompanhamento de mercado e do modo como o investidor faz suas escolhas, é possível obter rendimentos compatíveis com o investimento. Um caminho para o iniciante pode ser optar por empresas mais reconhecidas, como presença consolidada no mercado e na Bolsa de Valores. E tendo como objetivo a diversificação de carteira e lucro a longo prazo.

Como começar a investir em ações?

E chegou o momento mais aguardado quando falamos de Bolsa de Valores para iniciantes. Para começar a investir em ações, o investidor, em especial o iniciante, a dica principal é a mesma que vale para qualquer outro tipo de investimento. Faça seu planejamento financeiro, defina os objetivos que pretende alcançar e avalie seu perfil como investidor. E utilize uma reserva específica para investir na Bolsa e não o dinheiro já utilizado nas contas do dia a dia.

Confira também as taxas que envolvem o investimento. São quatro:

Taxa de Corretagem: É cobrada por cada operação intermediada pelas corretoras de valores.

Taxa de Emolumentos: É uma tarifa percentual sobre o preço negociado nas compras e vendas de ações e é cobrada pela B3.

Taxa de Custódia: Este é o valor cobrado mensalmente pelas corretoras e é referente aos custos operacionais de manutenção da conta do investidor.

Impostos: Nas negociações de ações na Bolsa de Valores, o Imposto de Renda é cobrado pelo governo apenas sobre os lucros e o prejuízo pode ser deduzido.

Outra medida a ser tomada é definir qual valor pretende investir e qual estratégia deseja aplicar na incursão na Bolsa de Valores:

Day Trade: São transações de compra e venda que ocorrem no mesmo dia, com investimentos com prazo de minutos e no máximo algumas horas.

Swing Trade: São investimentos de curto prazo, com compra e venda entre alguns dias ou semanas.

Position Trade: São investimentos de longo prazo, com transações de duração mensal e até anual.

Depois disso, de conferir as taxas e definir valor e estratégia, é o momento para começar a investir em ações na Bolsa de Valores.

Abrir conta em corretora de valores

Escolher uma corretora de valores – obrigatório, vale ressaltar novamente – é a primeira providência a ser tomada pelo investidor. Existem muitas opções no mercado e um dos critérios para decidir, além do know-how, são os valores das taxas cobradas. Feita a escolha, o passo seguinte é abrir a conta e fazer a transferência do valor que pretende investir.

Acesse e explore o Home Broker

Resolvida a criação da conta, a corretora libera o acesso do investidor ao Home Broker. E a dica é navegar e explorar todas as funcionalidades da plataforma, entender a lógica de uso e conferir as informações que estão disponíveis, além das áreas que mostra cotações e gráficos do mercado. É pelo Home Broker que o investidor faz as operações de compra e venda de suas ações.

Escolha e compra das ações

Mais familiarizado com o Home Broker, o passo agora é fazer as escolhas das ações na quais pretende investir. Mas antes de escolher e enviar a ordem de compra, lembre-se de pesquisar mais sobre a empresa emissora. 

Verifique os resultados financeiros e o mercado (incluindo os investidores) estão dizendo a respeito dessas ações. E quando chega o momento da compra, a atenção deve ser maior para o preço da oferta das ações. E o objetivo é comprar pelo preço mais baixo possível, mesmo que a transação só seja concluída no dia seguinte.

Acompanhe o mercado

Por fim, no processo de investir em ações da Bolsa de Valores, exige acompanhamento constante do mercado. É preciso estar sempre atualizado com o desempenho da Bolsa como um todo, dos principais indicadores, e das ações. Confira o noticiário e a opinião de especialistas no assunto. Isso ajudará a tomar decisões importantes sobre quando comprar e quando vender, sempre para lucrar e evitar perdas.

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