CDB ou Poupança? Descubra a melhor modalidade para investir

Por Redação Onze

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Como funciona a caderneta de Poupança?

A Poupança é uma aplicação feita no seu banco, em uma conta específica, que rende de acordo com o índice determinado pelo governo federal. Essa modalidade faz parte da renda fixa e remunera todos da mesma forma.

Vantagens

O principal benefício da Poupança é a isenção de custos. Você deixa o dinheiro lá, livre de preocupações. Caso precise do valor, pode sacar a qualquer momento. 

Portanto, a liquidez é diária. Ainda existe a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura até R$ 250 mil por banco por CPF.

Desvantagens

O rendimento é acrescentado somente na data de aniversário, ou seja, sempre que a aplicação contempla 30 dias. Caso você faça o saque antes, não terá um rendimento proporcional. 

Além disso, a remuneração costuma ser baixa e ficar abaixo da inflação. Ou seja, acaba não ocorrendo um ganho real.

E o CDB?

É um título emitido por instituições financeiras. Você empresta dinheiro ao banco – compra um papel para receber o rendimento ao final da data de vencimento. A taxa de juros, a liquidez e o prazo de duração do título são indicados no momento da compra.  

Vantagens

É um investimento seguro, pois é garantido pelo FGC. A liquidez pode ser diária, a depender do título. Basta verificar as condições. Entre CDB ou Poupança, o rendimento tende a ser maior no CDB. A aplicação financeira é prática e fácil.

Desvantagens

Surge a cobrança do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O primeiro segue uma tabela regressiva, que vai de 22,5% a 15%. Por sua vez, o segundo incide apenas em saques com menos de 30 dias de aplicação.

Quais são os riscos de investimento em ambos os títulos?

Ambos os investimentos são seguros. Entre o CDB e a Poupança, uma das principais preocupações é com a falência da instituição financeira. No entanto, os dois têm a proteção do FGC.

Em relação aos títulos privados, também é preciso atentar à remuneração dos bancos de grande porte em comparação aos pequenos e médios. Os menores oferecem mais risco, mas costumam oferecer os melhores rendimentos.

Como é o rendimento nas duas modalidades?

O rendimento da Poupança é calculada de duas formas, a partir do resultado da Selic, a taxa básica de juros. Quando ela estiver igual ou menor do que 8,5% ao ano, o retorno da Poupança é de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR).

Por sua vez, se a Selic estiver acima de 8,5%, a rentabilidade é de 0,5% ao mês mais a variação da TR. Em 2020, a taxa básica de juros está bem abaixo de 8,5% ao ano (Apenas 2,25% em junho). Portanto, vale a primeira regra. 

Por sua vez, no CDB, a remuneração pode ser: 

  • prefixada, quando você sabe quanto vai receber ao final do vencimento
  • pós-fixada, quando o rendimento depende de um indexador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI)
  • híbrida, nos casos em que tem uma taxa fixa e outra variável

Qual delas é mais indicada?

Entre CDB ou Poupança, é preciso avaliar as condições disponíveis. De modo geral, o Certificado de Depósito Bancário é mais interessante, mesmo com a cobrança de IR. Porém, vale a pena fazer o cálculo para garantir quanto a Poupança realmente vai render.

Por exemplo, em junho de 2020, a taxa básica de juros está a 2,25% ao ano. Com isso, a Poupança rende aproximadamente 1,43% ao ano. Por sua vez, o CDI está em 2,1% ao ano. Desse índice, ainda é preciso descontar o Imposto de Renda, que varia conforme a tabela regressiva.

Comparando as aplicações no CDB e na Poupança

Em uma simulação entre CDB ou Poupança com Selic a 2,25% ao ano e investimento de R$ 5 mil, observando percebemos que:

Quanto mais longo for o prazo, mais o CDB se torna interessante. Como a Selic e, por consequência, o CDI estão em baixa, o rendimento da Poupança é melhor no curto prazo, mas ganha por pouco.

Com essas informações, fica claro qual é a melhor alternativa: CDB ou Poupança. Basta verificar os dados que apresentamos e tomar a sua decisão.

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