COE: descubra se essa aplicação vale a pena

Por Redação Onze

coe

Como funciona o COE?

O primeiro passo para entender mais sobre essa modalidade é conhecer como ela funciona.

O COE pode ser estruturado de diversas maneiras, já que possibilita misturar os seguintes tipos de índices e ativos:

Agora, como essa variedade toda funciona na prática?

O banco que emite o COE cria diversos cenários para o desempenho de um ativo ou indexador. Esses cenários podem ser determinados pelos índices e ativos mencionados acima.

Diferente do investimento no ativo diretamente, ao aplicar em um certificado de operações estruturadas, você acerta um limite para os ganhos. Ao mesmo tempo, pode também estabelecer um limite para perda.

Por exemplo, imagine que você investiu em um certificado de operações estruturadas com base na rentabilidade de uma ação. Na aplicação, você combinou um limite de rentabilidade de 20%.

Ao final do período contratado, imagine que a ação rendeu 25%. O que acontecerá? Você receberá apenas os 20% adicionais. É assim que o rendimento de um COE pode funcionar.

Dizemos isso pois há mais de uma modalidade nesse tipo de investimento. Conheça-os a seguir.

As duas modalidades do COE

O certificado de operações estruturadas funciona de duas maneiras: pelo valor nominal protegido e pelo valor nominal em risco.

Veja abaixo como ambos funcionam.

Valor nominal protegido

O primeiro tipo de coisa funciona de maneira simples: você garante que receberá de volta em um cenário de perda, no mínimo, o valor inicial que investiu.

Isso significa que receberá de volta ao menos o que investiu, ou seja, a perda está no valor real do dinheiro, já que não terá rentabilidade.

É a modalidade mais comum no certificado de operações estruturadas.

Valor nominal em risco

Diferente do anterior, aqui você pode perder dinheiro, mas apenas até o valor investido. Ou seja, se você investir R$ 10 mil em um COE, o máximo que pode perder é R$ 10 mil além do valor inicial do investimento.

Quais são os custos desse investimento?

Além de custos que dependem dos tipos de ativos que compõem um COE – como derivativos, fundos de investimento e spreads -, também pode incidir taxa de corretagem, dependendo da corretora que gerencia a sua carteira.

Ou seja, não há um custo ou percentual fixo que deve pagar ao contratar um COE. É essencial que estude quais ativos compõem um investimento do tipo e quais são os custos associados a eles.

Dica: também é interessante que estude o conceito de custo de oportunidade!

Além dos custos mencionados, também precisa conhecer a tributação desse tipo de aplicação. Nesse caso, o “come-cotas” funciona de acordo com a tabela regressiva do Imposto de Renda.

COEs de até 180 dias pagam alíquota de 22,5%. Já as operações entre 181 e 360 dias têm incidência de 20% do imposto. Investimentos com duração de 361 até 720 tem 17,5% de alíquota sobre a rentabilidade e taxa de 15% para aplicações acima dos 720 dias.

Quais são as vantagens do COE?

A primeira grande vantagem do certificado de operações estruturadas é servir aos investidores de perfil moderado que ainda tem certo receio de arriscar na renda variável. Especialmente na modalidade de Valor Nominal Protegido, investir no COE garante que ao menos o valor inicial poderá ser resgatado caso não tenha bons resultados.

Além disso, é uma excelente oportunidade de diversificação dos investimentos. Seu portfólio ficará muito mais variado após fazer aplicações nessa modalidade.

Apesar de o imposto ser considerado um vilão dos investidores, no caso das COEs ela não é tanto assim. Afinal de contas, ela só é cobrada de acordo com a tabela regressiva mostrada acima e incide apenas sobre a rentabilidade. Vale lembrar que ela é cobrada apenas no momento do resgate.

E as desvantagens?

Agora que conheceu alguns dos benefícios, também é necessário ficar atento as desvantagens. A primeira delas é que esse é um investimento de baixa liquidez. Ou seja, não poderá resgatar o valor aplicado até o dia do resgate.

Embora o valor nominal protegido te assegure contra quedas na rentabilidade, existe também algo chamado DIE, que limita o rendimento dos ativos que possui no COE. Caso os ativos rendam mais do que esse limite, você não recebe esse adicional.

Também é importante mencionar que o FGC – Fundo Garantidor de Crédito – também não assegura as aplicações nesse tipo de investimento. Ou seja, caso o banco emissor decrete falência, você não terá seu capital devolvido.

Vale a pena investir no certificado de operações estruturadas?

A resposta é: depende. Embora ela tenha mecanismos para evitar a perda do valor que investiu, você ainda sofre o risco de perder a rentabilidade, perdendo o valor real do seu dinheiro.

Por outro lado, também é uma excelente porta de entrada para quem deseja explorar o mercado de renda variável. Analisando dessa maneira, podemos mapear algumas características ideais para quem procura investir em COE. Confira abaixo.

Quais são as características ideais do investidor em COE?

O certificado de operações estruturadas é mais indicado aos investidores de perfil moderado ao agressivo. Mesmo com um nível menor de risco em relação às outras operações de renda variável, ainda há risco de perda de valor.

Ou seja, seu gosto e tolerância ao risco deverá estar no nível médio ou alto para considerar o investimento nessa modalidade de aplicação.

Além do perfil adequado, também recomendamos que o investidor já tenha investimentos em operações de renda fixa, de maneira a proteger sua carteira caso tenha perdas no COE.

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