Como investir no exterior, morando no Brasil?

Por Redação Onze

como investir no exterior

Como investir no exterior

Investir no exterior tem atraído cada vez mais pessoas que desejam aumentar a rentabilidade e diversificar a carteira. E a boa notícia é que existem diversas aplicações que são práticas de trabalhar e não exigem um alto investimento. Confira abaixo as principais delas.

ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds) são uma forma prática de investir no mercado de capitais. Nesse tipo de aplicação, basta comprar um ETF de um determinado índice como o BOVA11, IBrX-100 e IBrX-50. Isso permite a criação de uma carteira diversificada e rentável.

Esse tipo de operação tem conquistado a preferência dos investidores por seu funcionamento simples. Afinal, ao escolher o índice, você não precisa analisar ação por ação e decidir qual é a mais rentável. Os ETFs também poupam o trabalho de administrar as ações individualmente e arcar com os custos de compra e venda.

A tributação dos ETFs segue as mesmas regras da compra de ações e o Imposto de Renda cobrado é de 15% sobre o ganho total obtido. Além disso, não há isenção para vendas mensais menores que R$20 mil, como ocorre com as ações.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento podem ser comparados com a dinâmica de um condomínio. Eles reúnem os recursos de diversos investidores para que eles sejam aplicados no mercado financeiro. A soma investida forma o patrimônio do fundo, que é aplicado por um profissional ou instituição especializada.

Contudo, as decisões sobre a forma como os recursos serão aplicados devem seguir os objetivos e políticas previamente definidos pelos investidores do fundo. Todos os ganhos obtidos são divididos entre os participantes de maneira proporcional ao valor depositado por cada integrante.

Uma das principais vantagens de fazer esse tipo de investimento é que os participantes contam com a orientação de um profissional especializado, que toma as melhores decisões sobre os investimentos. Esse tipo de benefício é uma ótima opção para os iniciantes na bolsa que desejam investir no exterior e não têm condições de gerir os recursos sozinhos.

Aprenda aqui como investir em fundos long short e diversifique a sua carteira.

BDR

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) nada mais são do que certificados de ações emitidas por empresas estrangeiras, mas negociadas na B3 no Brasil. Ao investir em um BDR, você adquire apenas os títulos representativos e não a ação em si. Os títulos ficam depositados e bloqueados por um custodiante.

Existem duas modalidades de BDRs no mercado: os patrocinados e não patrocinados. Os primeiros, são aqueles em que a própria empresa emissora dos títulos no exterior contrata uma instituição depositária. Assim, ela consegue manter sua presença no mercado de ações brasileiros e atrair investidores.

No caso dos BDRs não patrocinados,  a instituição depositária é a responsável por divulgar os dados da empresa emissora e oferecer opções de investimentos aos clientes. Hoje em dia, existem aproximadamente 200 BDRs de empresas como Apple, HP, Google e Ebay.

COE

Os COE’s ou Certificados de Operações Estruturadas são uma forma de investimento que tem características da renda fixa e da variável. Além disso, esse tipo de aplicação envolve o pagamento de juros e derivativos.

Esses certificados são considerados uma boa opção para quem deseja investir no exterior. Especialmente por causa da sua flexibilidade, que permite combinações de diversos tipos como índices de ações, ouro e moedas de vários países.

Outra característica marcante desse tipo de investimento é que ele dispõe de uma engenharia própria para proteger o valor nominal. Dessa forma, caso o investidor sofra com perdas nos ativos, ele ainda poderá receber a quantia aplicada inicialmente.

No entanto, assim como acontece em outras aplicações, é cobrada uma taxa de administração. Ela geralmente varia de 0,5% a 2% ao ano. Essa porcentagem é estabelecida de acordo com a tabela progressiva do Imposto de Renda, sendo que as alíquotas variam de 22,5% a 15% sobre os ganhos.

Imóveis

Comprar imóveis em outro país é uma forma tradicional de investir no exterior com segurança. Existem três principais formas de fazer esse tipo de investimento: compra direta de imóveis, compra de ações de construtoras e REITs (Real Estate Investment Trust).

No caso da compra direta, é necessário fazer um investimento alto, como nas negociações de pagamentos à vista. Além disso, o processo pode ser bastante burocrático, pois você precisa entrar em contato com contadores e os aspectos burocráticos da compra do imóvel.

Por outro lado, algumas empresas de construção e administração de imóveis estrangeiras possuem ações na bolsa de valores. Nesse caso, os investidores têm direito aos dividendos dessas empresas. No caso dos REITS, podem ser distribuídos até 85% dos lucros para os acionistas.

Por que investir no exterior?

Após conhecer os principais tipos de investimento, você deve estar se questionando: por que investir no exterior, e não no mercado brasileiro? O principal motivo é a projeção da taxa SELIC de 4,5% ao ano e inflação de 3,32% em 2020.

Caso esses resultados se confirmem, quem investe em renda fixa como a poupança, tesouro direto ou CDI, por exemplo, terão um rendimento menor do que a taxa de inflação.

Para tornar isso mais claro, uma aplicação resgatada em 12 meses pelo Tesouro Direto vai gerar um rendimento de apenas 3,35%. Isso, sem os descontos do Imposto de Renda e taxa de custódia.

Diante desse cenário, os especialistas recomendam que os investidores diversifiquem suas carteiras através da aplicação em fundos no exterior e outros tipos de ações. Além disso, quem investe no exterior tem acesso a aplicações diversificadas e rentáveis. Também existe a segurança de investir em mercados com economias sólidas e moeda forte.

Vantagens de investir no exterior

Embora o Brasil ofereça várias alternativas para os investidores que desejam diversificar sua carteira de ações, investir no exterior também pode ser uma estratégia interessante. Essa medida pode proporcionar vantagens como:

  • Proteção cambial de outras moedas com relação ao real;
  • Valorização das moedas estrangeiras em relação ao real;
  • Acesso a mais possibilidades de investimentos;
  • Diversificação da carteira;
  • Maior proteção do patrimônio e menores riscos;
  • Possibilidade de investir em países com moeda forte e mercado aquecido.

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