Fundos do Brasil: quais são os tipos e como investir

Por Redação Onze

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Tipos de fundos no Brasil

Podemos dividir os fundos do Brasil em dois grandes grupos: Fundo de Investimento (FI) e Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento (FIC).

  • FI: os Fundos de Investimento são aqueles que fazem aplicações diretas, ou seja, investem o dinheiro dos cotistas diretamente nos ativos
  • FIC: os Fundos de Investimento em Cotas investem em outros fundos. São conhecidos também como Funds of Funds.

Conforme a Anbima (Associação Brasileiras das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), os fundos existentes no Brasil são classificados da seguinte forma:

Renda Fixa

Fundos de renda fixa aplicam pelo menos 80% do dinheiro dos cotistas em ativos de renda fixa, como títulos públicos federais e títulos privados (CDB, LCI, LCA).

Ações

Fundos de ações aplicam, no mínimo, 67% do patrimônio em renda variável, como ações ou cotas de fundos de ações. Podem ser indexados a algum índice ou não.

Multimercado

Os fundos multimercados podem reunir títulos públicos e privados, ações, moedas, dentre outros ativos. Oferecem maior flexibilidade ao gestor na busca por mais rentabilidade.

Cambial

Fundos cambiais aplicam, pelo menos, 80% do patrimônio em ativos relacionados a moedas estrangeiras, como dólar e euro. 

Essas são as classes de fundo, conforme a Anbima. Dentro de cada classe, há categorias e subcategorias

A categoria indica o tipo de gestão e a subcategoria, a estratégia utilizada pelo gestor. 

Sopa de letrinhas nos fundos do Brasil

Para ajudar você a entender melhor os nomes dos fundos do Brasil, detalhamos a seguir o significado de algumas siglas baseadas na classificação da CVM:

  • FIA: fundo de investimento em ações
  • FIM ou MM: fundo multimercado
  • CP: fundos de curto prazo
  • LP: fundo de longo prazo
  • REF: fundo referenciado em algum índice
  • RF: fundo de renda fixa
  • FIC: fundo de investimento em cotas ou fundos de fundos
  • FI: fundo de investimento.

Antes de investir em fundos no Brasil

Ao investir em fundos no Brasil, o investidor abre mão de escolher os ativos de sua carteira e delega ao gestor do fundo a função de aplicar o seu dinheiro.

No entanto, é preciso pesquisar as opções encontradas no mercado para não cair em armadilhas. 

Além das classificações, categorias e subcategorias que conhecemos acima, é importante observar o tipo de gestão do fundo, grau de risco e custos antes de investir.

Gestão passiva e ativa

Um fundo pode ser de gestão passiva ou ativa. Se for de gestão passiva, vai se limitar a replicar um determinado índice de referência (benchmark), como o CDI ou o Ibovespa. 

Fique de olho nas taxas de administração. Se for muito alta, pode valer mais a pena investir em um ETF, por exemplo (fundos de índice com taxas menores de administração).

Já os fundos de gestão ativa buscam retornos acima de algum índice de referência. Geralmente cobram taxas de administração mais altas e costumam ser mais arriscados. 

O fato de a gestão ser ativa, contudo, não garante rentabilidade maior. Só indica o tipo de gestão. Portanto, analise o histórico de rentabilidade e compare.

Taxa de administração e de performance

Entre os custos de se investir em fundos, destacam-se duas taxas: de administração e de performance.

A taxa de administração é cobrada em um percentual anual do patrimônio. Destina-se a cobrir custos de corretagem, administração e gestão e varia bastante conforme a instituição e o tipo de fundo. 

A taxa de performance não é uma regra, mas também pode ser cobrada sobre os rendimentos que superam o benchmark, geralmente em fundos de gestão ativa, como os de ações e multimercados.

Nesse caso, imagine que determinado fundo use o Ibovespa como referência. Se os rendimentos superarem o índice, os gestores ficam com uma porcentagem do excedente.

Como investir em fundos no Brasil

Se depois de analisar as classes, categorias, subcategorias, rentabilidades e custos você encontrou um fundo que faz sentido para você, então é hora de investir.

Organize suas finanças pessoais

O primeiro passo é organizar suas finanças pessoais. Se possível, provisione dentro do orçamento doméstico o dinheiro destinado aos investimentos logo no início do mês. Faça um compromisso, como se fosse uma conta a pagar.

Abra conta em uma corretora

Para acessar os melhores investimentos, como fundos rentáveis e bem administrados, abra conta em uma corretora de valores. As corretoras são como supermercados: oferecem produtos das mais variadas “marcas”.

Escolha fundos que se encaixem no seu perfil

Se você tem perfil conservador, não deve investir em um fundo de ações que tem alto risco e volatilidade. Conheça seu perfil e busque produtos compatíveis.

Comece a investir

Feito o trabalho de pesquisa e análise, é só investir e acompanhar o crescimento do seu patrimônio.

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