Indexadores para alavancar investimentos: veja os principais

Por admin

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Já ouviu falar em indexadores para alavancar investimentos? Pois é melhor conhecer. Em tempos de reforma da previdência e flexibilização de leis trabalhistas, muitos brasileiros já compreenderam que está em curso um redesenho profundo do papel do Estado na economia (e na vida das pessoas), em um movimento inédito de deslocamento da responsabilidade pelo sustento futuro de cada cidadão…ao próprio cidadão.

Essa nova “ordem” político-social exige mais do que poupar: com o iminente colapso da previdência pública e o fim de inúmeros direitos nas relações de trabalho (que hoje garantem alguma proteção ao empregado), investir não é mais uma opção, é requisito básico.

Entretanto, começar a investir exige conhecimentos básicos sobre diferenças entre renda fixa e variável, bem como sobre indexadores para alavancar investimentos. Tudo isso para construir histórias brilhantes como a do ex-engraxate que se tornou o primeiro bilionário da bolsa de valores brasileira. Ele se chama Luiz Barsi. Mas poderia ser você.

Hoje você vai acelerar sua trajetória de sucesso, entendendo quais indicadores econômicos mexem diretamente com sua renda fixa!

você sabe diferenciar renda fixa e variável?

O filósofo e estrategista militar chinês Sun Tzu (544 a.C. – 496 a.C.), em A Arte da Guerra, ensinava sabiamente que “se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”.

Embora ligada ao cenário militar, a frase cabe perfeitamente no universo dos investimentos. Para ter sucesso no mercado, você precisará conhecer os ativos disponíveis, os gatilhos que os movimentam, bem como o contexto macroeconômico. Por isso, vamos falar sobre renda fixa e variável.

Nos investimentos em renda fixa, a remuneração (ou ao menos sua fórmula de cálculo) é previamente conhecida pelo investidor.

No primeiro caso, teremos a renda fixa prefixada, na qual você saberá exatamente qual a rentabilidade do ativo no ano (caso de um CDB prefixado ou da própria caderneta de poupança).

Já no segundo caso (renda fixa pós-fixada), você não conhecerá a rentabilidade exata de seu investimento, mas pelo menos terá o indicador que regerá sua flutuação.

Ou seja, aqui o ativo rende um percentual atrelado a um referencial externo, como Selic ou IPCA. Pois bem, você acabou de conhecer dois exemplos de indexadores para alavancar investimentos.

Por fim, temos a renda variável, que embora não seja objeto de nosso artigo, merece apenas a menção que difere da renda fixa por não ser de nenhuma forma previsível antecipadamente, já que sua volatilidade está ligada ao resultado da pressão entre oferta x demanda (como no investimento em ações ou commodities).

Indexadores para alavancar investimentos: o que são?

Perceba que ao falarmos sobre o tema acima, acabamos inevitavelmente explicando o que são esses “tais” indexadores. É que na renda fixa, o cálculo da rentabilidade é mais claro pela própria natureza desses ativos.

Os investimentos em renda fixa são, em geral, títulos de crédito que bancos, financeiras ou o próprio governo emitem para se capitalizar. Eles lançam esses “papéis” para aquisição pelos investidores sob a promessa de permanência até o vencimento.

Em troca, as instituições devolvem esse capital no prazo acordado acrescido de juros. A necessidade de explicar ao investidor quais são esses juros é o que justifica a maior clareza da renda fixa.

Como dissemos, existem dois tipos de renda fixa:

  • Prefixada: você sabe o percentual exato que vai remunerar seu capital. Se você comprar uma LCI prefixada a 9% a.a., sabe que essa será a rentabilidade independentemente do que aconteça na economia no ano;
  • Pós-fixada: não fornece o percentual, mas apenas o “índice” que norteará a rentabilidade. Se você comprar Tesouro Selic, sua rentabilidade será a variação da Selic (definida pelo Banco Central). Ou seja, se a Selic subir, seu rendimento sobe na mesma proporção.

Como os indicadores afetam a rentabilidade de investimentos?

O mercado utiliza indexadores para alavancar investimentos, principalmente na renda fixa pós-fixada. Óbvio que uma variação brusca de inflação/juros muda a performance de quase todos os investimentos (indiretamente, até das ações, mas isso será tema de outro artigo), mas na renda fixa pós-fixada, o impacto é direto.

Os indicadores são reflexos de variáveis macroeconômicas, como juros e inflação, os quais são medidos, sobretudo, pela Selic (juros), CDI (juros), IPCA (inflação) e IGP-M (inflação).

Esses 3 indexadores são atrelados à maioria dos investimentos em renda fixa, como CDB (Certificado de Depósito Bancário), Letras de Crédito Imobiliário/do Agronegócio (LCI/LCA) e Tesouro Direto.

Assim, você quase sempre encontrará, na renda fixa, duas opções de remuneração, prefixada ou pós-fixada. A escolha por um ou outro modelo depende da situação macroeconômica vigente.

Se estivermos vivendo um momento de tendência de queda na Selic, um CDB prefixado pode ser garantia de proteção contra essa flutuação.

Por outro lado, dê uma olhadinha na série histórica da Selic e você verá que, em meados de 2015/2016, chegamos a ter Selic em 14,25% a.a. Nesse período, quem investiu em ativos atrelados a essa taxa básica de juros (com CDB pós-fixado, Tesouro Selic e LCA pós-fixada) acumulou rentabilidade próxima desse patamar.

O mesmo se aplica aos investimentos atrelados ao IPCA (principal indicador de inflação), com o diferencial de que esses ativos costumam ser híbridos, ou seja, pagam parte da remuneração prefixada + variação do IPCA no período.

É o caso do Tesouro IPCA + (antigo NTN-B Principal) e do Tesouro IPCA + Com Juros Semestrais (NTN-B). Trata-se da única forma de remuneração que garante rentabilidade real (sempre acima da inflação).

Os 4 principais indicadores econômicos

Como não dá para tratar de um tema sem falar de suas correlações, você já viu acima os principais indexadores para alavancar investimentos. Mas vamos sistematizar essas informações:

Selic

Taxa básica de juros da economia nacional. A meta da Selic (e não a própria Selic) é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Essa meta diz respeito à remuneração dos títulos públicos; todavia, como ela muda o custo de captação dos bancos, sua alteração acaba acarretando mudança nos juros praticados no país.

A meta da Selic é instrumento de controle da inflação (torna o dinheiro “mais caro” ou “mais barato” nos bancos), estimulando ou desestimulando o consumo.

IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é o principal indicador de inflação do país. Medido mensalmente pelo IBGE, o IPCA compreende o período do dia 1 ao dia 30/31 de cada mês, refletindo a variação de preços em comércios, prestadores de serviços e concessionárias de serviços públicos.

Para além de sua indexação à rentabilidade da renda fixa, o IPCA também tem outra perspectiva a ser analisada: a corrosão sobre os investimentos.

Em 2015, por exemplo, quem deixou seu dinheiro na poupança amargou rentabilidade de -2,28% (rentabilidade negativa).

IGP-M

Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M é também um indicador de inflação, mas, por calcular a variação dos preços entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual, é mais propício à aplicação nos contratos de imóveis.

Existem atualmente poucas aplicações atreladas ao IGP-M, como algumas LCIs/LCAs e fundos imobiliários. O IPCA está entre os mais comuns indexadores para alavancar investimentos.

CDI

Índice vinculado às operações bancárias. Em geral, é muito próximo (ou, às vezes, até idêntico) à Selic.

Como acompanhar indexadores para alavancar investimentos?

Você pode seguir a variação da Selic no site do Banco Central; a série histórica do IPCA está disponível para download no site do IBGE; o CDI, por sua vez, pode ser visto no Portal Brasil.

Já o IGP-M, por incrível que pareça, é mais fácil de ser acompanhado no site do Sinduscon (sindicato da construção civil), uma vez que o portal da FGV exige cadastro para acesso.

De todo modo, mais importante do que conhecer os indicadores é saber como correlacioná-los com o momento econômico. Isso exige visão de futuro, conhecimento pleno sobre seu perfil de investidor, disponibilidade para acompanhar o mercado em tempo real e bom know-how sobre Economia.

Se você tem dificuldade com uma dessas variáveis ou mais, o ideal é investir através de um fundo de investimento (como planos de previdência privada), onde você terá gestão profissional, especialistas na formação de carteiras vencedoras, além de monitoramento permanente das melhores oportunidades do mercado.

Agora que você já conheceu os mais relevantes indexadores para alavancar investimentos, continue aprimorando-se no mercado financeiro, descobrindo agora 8 aplicações financeiras para investir seu dinheiro!