Poupança ou Tesouro Direto? Saiba qual o melhor investimento para você

Por Redação Onze

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Poupança ou Tesouro Direto: qual rende mais?

Na hora de escolher um investimento, uma das primeiras questões apresentadas por investidores é “quanto eu vou ganhar?”.

Essa pergunta pode ser difícil de responder quando falamos de aplicações em renda variável (como os fundos e as ações), mas é bastante previsível para investimentos de renda fixa, como a poupança e o Tesouro Direto Prefixado.

Conheça abaixo a rentabilidade que pode ser obtida em cada um desses casos.

Rendimento da poupança

Segundo dados da Anbima, a caderneta de poupança é hoje a principal opção dos brasileiros, com 89% dos investidores escolhendo esse caminho.

Existem no mercado dois tipos de contas com regras distintas: aquelas que foram abertas antes de maio de 2012 e as que foram iniciadas depois dessa data.

Para a primeira modalidade, o dinheiro rende 0,5% ao ano + Taxa Referencial (TR). Mais comum, as poupanças criadas pós-2012 rendem a partir do percentual de 70% da taxa Selic vigente – o que nos dias de hoje (Selic a 3% a.a.) resulta em um ganho de 1,575% ao ano ou 0,13% ao mês.

Assim, um investimento de R$ 1 mil na poupança pode render R$ 1,31 por mês ou R$ 15,75 em um ano.

Rendimento do Tesouro Direto

O Tesouro Direto conta hoje com três opções de títulos para que o investidor possa escolher: Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA. O diferencial entre as versões está justamente em sua rentabilidade.

Para os investidores do Tesouro Prefixado, o valor de retorno sobre o investimento não é nenhuma novidade, já que a modalidade fixa previamente qual será o percentual de ganhos sobre a aplicação.

O Tesouro Selic, como o próprio nome sugere, tem seus rendimentos indexados a partir do índice de mesmo nome e que representa a taxa básica de juros da economia nacional.

Já o terceiro tipo, conhecido como Tesouro IPCA, tem sua rentabilidade regulada a partir do indexador da inflação no período.

A título de comparação, a partir dos dados disponibilizados no site do Tesouro Nacional, uma aplicação de R$ 1 mil pode render entre R$ 42,90 e R$ 70,10 no Prefixado. Esse mesmo investimento renderia R$ 30,00 no Tesouro Selic ou R$ 24,00 no Tesouro IPCA.

Poupança ou Tesouro Direto: qual é o mais seguro?

Quando o assunto é segurança, o investidor pode ficar tranquilo com qualquer uma das opções – tanto a poupança quanto o Tesouro Direto são certificados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Isso significa que, no caso de o banco vir à falência, o órgão cobre eventuais perdas dos investidores da poupança. 

O mesmo vale para o Tesouro Direto, que também conta com a garantia do FGC. Aqui, porém, a falência do emissor é uma situação mais improvável, já que quem emite os títulos do Tesouro é o próprio Estado.

Em ambos os casos, o limite para resgate de crédito é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Poupança ou Tesouro Direto: qual tem maior liquidez?

Além da rentabilidade, outro ponto de atenção aqui é a capacidade de liquidez. De modo simplificado, esse termo representa a facilidade com que o investidor conseguirá resgatar o capital aplicado sem perder dinheiro no processo.

Nesse sentido, tanto a poupança quanto o Tesouro Direto são investimentos conhecidos por terem alta liquidez.

A poupança funciona como uma conta bancária, da qual o cliente pode sacar seu dinheiro a qualquer momento. No entanto, como ela rende apenas uma vez ao mês, no dia do aniversário, é preciso ter atenção às datas.

Ainda que não sigam a mesma mecânica, os títulos públicos também podem ser facilmente vendidos, já que o próprio governo garante sua compra. Porém, o resgate aqui é ligeiramente mais demorado: as solicitações são sempre finalizadas no dia útil subsequente.

Poupança ou Tesouro Direto: qual o melhor?

Na hora de escolher entre a poupança e o Tesouro Direto, tudo depende das suas intenções e do seu planejamento sobre o que fazer com o dinheiro investido. Como você já deve ter percebido, a poupança tem um rendimento consideravelmente inferior ao dos títulos públicos.

E, entre os títulos, o Tesouro Direto Selic é o que tem maior liquidez. Isso se deve à atual situação econômica do país, em que a taxa básica de juros se encontra em uma baixa histórica.

Já o rendimento da caderneta é mensal, sempre na data em que sua aplicação foi feita. Porém, de tão baixo, ele chega a ser menor do que as perdas da inflação. Em outras palavras: a caderneta não é capaz nem de fazer a correção monetária.

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