Previdência privada simplificada: guia para entender fácil

Por Redação Onze

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Previdência privada simplificada: tire suas dúvidas

Para facilitar ainda mais seu entendimento sobre esse assunto, vamos dividir esse texto em vários tópicos, cada um deles respondendo a uma dúvida comum sobre previdência privada. Acompanhe.

O que é previdência privada?

A previdência privada é uma forma de investimento de longo prazo, cujo objetivo é garantir uma fonte de renda para o momento em que o investidor decidir parar de trabalhar e resolver se aposentar.

Em muitos casos, ela é chamada de previdência complementar, uma vez que pode servir como acréscimo aos valores pagos pela previdência social mantida pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social)

Normalmente, os planos de previdência privada são comercializados por seguradoras, vinculadas ou não aos bancos. Por isso, sua fiscalização é feita pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), autarquia vinculada ao governo federal.

Logo, no momento da contratação de um plano do tipo, a seguradora assume o compromisso de, ao final de determinado período, pagar os valores investidos conforme estipulado junto ao investidor.

Qual a diferença entre planos abertos e fechados?

Um plano de previdência privado pode ser aberto ou fechado. Os planos abertos são aqueles que permitem a adesão de qualquer interessado que aceite as condições propostas.

Essas são normalmente as opções oferecidas por bancos e seguradoras.

os planos fechados são restritos a um grupo específico de pessoas, como os empregados de uma empresa, uma categoria profissional ou a pessoas vinculadas a instituições e sindicatos. É comum, por exemplo, que servidores públicos contem com seus próprios planos de previdência complementar.

Quais os tipos de previdência privada?

Na hora de procurar um plano de previdência privada, certamente você se deparará com duas siglas: o PGBL e o VGBL. Elas representam os dois principais tipos de previdência privada disponíveis no mercado. De forma simplificada, a diferença entre as duas está na forma como o imposto de renda é cobrado sobre os valores aplicados e seus respectivos rendimentos.

PGBL é a sigla para Plano Gerador de Benefício Livre. Nesse plano, é possível abater da declaração anual de imposto de renda os aportes feitos na previdência, com um limite de até 12% da renda tributável. No entanto, na hora de resgatar o dinheiro, o imposto a ser pago será calculado sobre o montante total disponível.

VGBL é a sigla para Vida Gerador de Benefício Livre. Diferente do PGBL, esses planos não permitem que os valores investidos sejam deduzidos do imposto de renda. Em compensação, na hora do resgate, o cálculo dos tributos devidos será feito apenas sobre os rendimentos.

Além desses dois planos, na hora de começar a investir em previdência privada, o investidor pode escolher qual tabela de cobrança incidirá sobre sua aplicação na hora do resgate: a regressiva ou a progressiva.

A progressiva segue as alíquotas tradicionais do imposto de renda, de 7,5% até 27,5%. Já a regressiva varia de acordo com tempo, começa com 35% em períodos de até 2 anos e cai para 10% após 10 anos.

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PGBL e VGBL: qual o melhor?

Mas qual a melhor opção entre PGBL e VGBL? Depende. O PGBL, que permite abater os depósitos feitos do IR, é indicado para quem tem um nível de renda maior e faz a declaração completa anualmente.

Dessa forma, o VGBL é recomendado para quem tem uma renda menor, é isento da cobrança de IR ou ainda quem faz a declaração de forma simplificada. Outra situação na qual o VGBL é uma melhor opção, é para quem pretende fazer aportes que extrapolam o limite de 12% da renda, que pode ser abatida da declaração.

Qual o valor mínimo para aplicar?

Normalmente, não há valor mínimo para aplicar em previdência privada. O que acontece é que bancos e seguradoras fazem um cálculo de qual é o tamanho necessário do aporte mensal para garantir o nível de renda desejado pelo investidor, levando em conta a expectativa de vida, bem como a projeção de indicadores econômicos, como juros e inflação.

Qual a rentabilidade da previdência privada?

A rentabilidade é outro aspecto que varia de acordo com o plano escolhido. Cada plano conta com estratégias de investimento diferenciadas, que podem tornar os retornos obtidos maiores ou menores, bem como a exposição ao risco do dinheiro investido. Por isso, cabe avaliar em quais tipos de aplicações o dinheiro será colocado.

Na hora de avaliar a rentabilidade, é importante sempre considerar as taxas cobradas pelas instituições financeiras. As cobranças mais comuns são a taxa de administração e a taxa de carregamento, que incide sobre cada aporte. Em ambas as situações, a dica é pesquisar pelas melhores condições, já que o tamanho das taxas impacta diretamente na rentabilidade.

Quando e como resgatar os valores?

Na teoria, o resgate dos valores pode ser feito a qualquer momento, desde que seja respeitado o prazo de carência imposto pelo plano. Além disso, os resgates podem ser feitos de três maneiras diferentes: à vista, como renda mensal temporária (com valores maiores e um período predeterminado), ou renda mensal vitalícia (pagamento de valores menores por toda a vida).

Qual a idade certa para investir em previdência privada?

Não há um consenso sobre qual a idade certa para começar a investir na previdência privada. No entanto, o melhor é começar o quanto antes. Isso permite um planejamento melhor, como também possibilita que os valores acumulados sejam maiores, mesmo com aportes não tão altos, o que não seria possível se o período para acumular o montante fosse menor.

Agora que você chegou ao final de leitura do guia da previdência privada simplificada, deve ter compreendido os principais pontos sobre essa forma de aplicação indicada para quem quer planejar seu futuro.

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