Reformas no Brasil: O que o país fez para crescer mais?

Por Redação Onze

reformas no brasil

Crise econômica, instabilidade política e corrupção foram temas frequentes nos noticiários brasileiros nessa última década. Somado a isso, o governo discutiu e aprovou várias reformas no Brasil que impactaram não apenas a economia, mas também a vida da população.

Confira o artigo abaixo e descubra como essas reformas e desafios podem influenciar a economia em 2020. Vamos lá?

Reforma Trabalhista ajudou no crescimento do emprego em 2020

Uma das reformas no Brasil, aprovada durante o governo Temer, em 2017, foi a reforma trabalhista. Ela flexibilizou a legislação trabalhista e criou novas modalidades de trabalho, como o intermitente. Com ele, os empregadores podem contratar colaboradores com jornada inferior a 40 horas semanais.

Estima-se que desde a aprovação da reforma, foram criados cerca de 1,1 milhão de empregos formais no país. Desse total, 113 mil são de trabalhadores sem jornada fixa, o que representou um aumento de 11,8% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil.

Para 2020, o governo acredita que a quantidade de trabalhadores sem jornada fixa irá crescer. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o país vai crescer mais do que o dobro em 2020, principalmente se houver a desoneração dos encargos trabalhistas porque essa redução pode incentivar o aumento da geração de empregos do país.

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Reformas que não avançaram

O período de 2011 até 2019 foi marcado por um cenário de instabilidade política e discussão de reformas importantes para o desenvolvimento do país. Dentre elas, a reforma previdenciária e política, propostas durante o governo Temer e Dilma.

Apesar de essas reformas no Brasil não terem avançado, elas trouxeram impactos para o governo atual. Confira abaixo mais informações:

Reforma Previdenciária do Governo Temer

Uma das reformas no Brasil, frequentemente discutida durante o governo Temer foi a Reforma Previdenciária. Entre as principais propostas estavam a aposentadoria por conta individual, mudança da idade mínima e o sistema de capitalização.

Embora a equipe econômica do governo defendesse que o país teria uma economia de aproximadamente R$800 bilhões em 10 anos, ela não foi aprovada.

O principal motivo é que muitos parlamentares criticaram a proposta e resistiram à sua aprovação, por a considerarem abusiva. Além disso, as negociações tornaram-se ainda mais tensas em 2018, marcada por instabilidades políticas e a proximidade das eleições.

Apesar de a reforma não ter avançado no governo Temer, ela conseguiu ser aprovada no primeiro ano de mandato do presidente Bolsonaro. A vitória foi conquistada após a equipe econômica do governo enfrentar uma forte oposição no congresso e câmara dos deputados.

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Reforma Política no Governo Dilma Roussef

Embora a reforma política esteja na agenda de reformas do Congresso há mais de duas décadas, ela ganhou grande destaque no governo Dilma Roussef, em 2014. Após ser reeleita, a presidente afirmou em seu discurso que iria priorizar a reforma política via plebiscito no país. No entanto, a proposta repercutiu negativamente no Congresso um dia após a declaração.

Na época, os parlamentares da base aliada e oposição criticaram o posicionamento e afirmaram que o próprio Legislativo deveria criar as regras dessa reforma, para depois submetê-las a votação popular.

Devido à resistência, essa foi mais uma das reformas no Brasil que foi colocada em segundo plano e as negociações não avançaram. Atualmente, os debates sobre essa reforma ocorrem de maneira pontual e lenta no Congresso. Estima-se que em 2020, ela não seja a principal pauta da agenda governamental.

Reforma da Previdência

Em outubro de 2019, a reforma da previdência foi aprovada em segundo turno no senado. A intenção do governo com essa proposta é a de reduzir o déficit previdenciário do país, que em 2018 atingiu a marca de R$290 bilhões.

Com a aprovação da reforma, o governo estima uma economia de R$800 bilhões nas contas previdenciárias no período de 10 anos. Os recursos poupados serão destinados para obras de infraestrutura, como a construção de hospitais e ampliação de estradas.

Além disso, há grandes chances de que a confiança dos investidores estrangeiros aumentem em relação ao Brasil. Isso porque, a reforma transmite a percepção de que o Brasil possui uma disciplina fiscal confiável e séria.

No contexto social, a reforma da previdência propôs alterações importantes nos regimes de aposentadoria. Os principais deles estão relacionados ao aumento da idade e o tempo de contribuição necessário para receber o valor integral da aposentadoria.

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Outros fatores

Apesar de a agenda das reformas no Brasil prometer movimentar o cenário político e econômico em 2020, o país ainda precisa superar outros desafios para acelerar o seu crescimento.

Confira abaixo quais são eles e o impacto deles no país.

Crise econômica

Embora a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,08% em 2020, a crise econômica ainda é uma realidade no Brasil. Segundo especialistas, esse desempenho é resultado do frágil cenário macroeconômico do país e da desaceleração da economia mundial.

Analistas ainda afirmam que para acelerar o crescimento econômico nos próximos anos, o governo precisa equilibrar as contas públicas. Nesse cenário, a aprovação das reformas no Brasil, como a previdenciária em 2019, foi um grande passo para estabilizar as despesas e atrair novos investidores.

Mudanças na política diplomática

As constantes mudanças na política diplomática em 2019 impactaram o cenário econômico brasileiro porque acordos e relações comerciais do Brasil com outros países foram modificadas.

No atual governo, a política externa tem assumido uma postura baseada na afinidade ideológica com outros líderes mundiais. Isso pode ser percebido através do acordo com a política americana e com os conflitos diplomáticos com a China, em 2019.

Instabilidade política

Apesar de o Brasil ter vivenciado um cenário de instabilidade política na última década, esse ainda é outro desafio que precisa ser superado. Segundo os dados da última pesquisa realizada pela Marsh, do Mapa de Risco Político, em 2019, o Brasil ainda é classificado como um país politicamente instável para se investir.

Para avaliar o grau de risco e instabilidade política, a pesquisa atribui uma nota de 0 a 100. Os países que obtêm uma pontuação abaixo de 60 são considerados instáveis. O Brasil obteve 56 pontos em 2019. Esse resultado influencia negativamente na decisão de investidores na hora de aplicar seus recursos.

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Corrupção

Infelizmente, a corrupção não é uma novidade na vida do brasileiro. Mas nos últimos anos ela alcançou patamares surpreendentes. A prova disso é que, segundo dados levantados pela força-tarefa da Lava Jato, foram recuperados cerca de R$10 bilhões nos cofres públicos, apenas em 2017.

Os casos de corrupção enfraquecem a economia do país. Afinal, o Brasil adquire uma imagem negativa tanto interna quanto externamente. Captar investimentos do exterior e tomar crédito, por exemplo, comprometem o crescimento econômico.

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