Taxa Selic do Banco Central: saiba tudo sobre ela

Por Redação Onze

O que é a taxa Selic do Banco Central?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, uma das principais responsáveis por balizar a política monetária do país, incluindo o controle da inflação.

Ou seja, uma variação sua é capaz de alterar as demais taxas de juros praticadas e baratear ou encarecer a oferta de crédito no mercado e até mesmo o consumo. 

A sua origem está no Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa computadorizado no Banco Central que regula a emissão, a compra e a venda de títulos no mercado interbancário.

As operações realizadas na plataforma são rápidas, com apenas um dia de duração, e lastreadas por títulos públicos.  A média diária dos juros que as instituições financeiras praticam ao realizar transações no sistema é chamada de Selic Over, que é convertida em uma porcentagem anual.

No entanto, não é essa a taxa que você costuma ver nos noticiários e sites especializados em economia, como explicamos a seguir.

Como o Banco Central define a Selic?

A Selic Over é norteada pela Selic Meta, essa sim é a taxa repercutida nos jornais. Ou seja, a segunda serve como uma referência para a primeira – não por acaso, elas andam sempre próximas.

Ao longo do artigo, é justamente sobre a Selic Meta que vamos falar.  A sua definição ocorre a cada 45 dias, por meio de uma reunião realizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão vinculado ao Banco Central.

Os encontros servem para decidir se a meta para a taxa básica de juros vai ser mantida ou alterada, tanto para mais quanto para menos. 

Para isso, são feitas apresentações técnicas aos membros do Copom, que depois discutem os dados e escolhem um posicionamento, tomado com base em aspectos como momento econômico e político, projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e inflação

Posteriormente, ocorre a votação e divulgação das informações.

Como consultar a taxa Selic no Banco Central?

No site do Banco Central, é possível consultar tanto a Selic Over quanto a Selic Meta, incluindo suas variações em qualquer período. No primeiro caso, é preciso acessar a aba de dados diários e inserir a data inicial e final a ser pesquisada. 

Na tabela que vai aparecer, você pode ver a taxa anual da Selic Over praticada em cada dia e informações como o número de transações consideradas para que o número fosse definido, além do valor total movimentado.

Na aba do site destinada ao Copom, existe também um serviço específico para a consulta do histórico da Selic. Ali, é possível conferir as datas de todas as reuniões já realizadas pelo órgão, a meta e a variação da Selic para cada período e a taxa média diária, expressa em formato anual.

Como as informações estão dispostas em uma lista corrida, todos os dados podem ser vistos desde o início, sem a necessidade de uma pesquisa específica por data.

Regulamentação do Banco Central sobre a taxa Selic

Para entender melhor a regulamentação sobre a taxa Selic, é possível acessar duas circulares disponíveis para download no site do Banco Central

  • Circular n° 3.671: publicada em 18 de outubro de 2013, ela define a metodologia utilizada para o cálculo da Selic Over, mostrando a fórmula para a sua aplicação.
  • Circular n° 3.868: publicada em 19 de dezembro de 2017, é responsável por regulamentar o funcionamento do Copom, incluindo a sua estrutura, atribuições e competências.

Como aplicar a correção da taxa Selic no BC?

Com a Calculadora do Cidadão, ferramenta disponibilizada no site do Banco Central, é possível aplicar a correção da taxa Selic sobre investimentos.

Basta acessar este link e inserir três informações básicas: data inicial e final do período estimado para o cálculo e o montante que você deseja atualizar.

Em uma simulação, utilizamos o período entre 25 de março de 2019 e 25 de março de 2020, considerando um valor de R$ 5 mil. Depois de clicar em “corrigir valor”, o montante apresentado foi de R$ 5.274,59. 

Para evidenciar como as variações da Selic impactam o seu dinheiro, uma nova simulação: período de 25 de março de 2015 a 25 de março de 2016, com os mesmos R$ 5 mil. O resultado? O valor corrigido foi de R$ 5.688,69.

Isso porque, na época, a taxa básica de juros estava em alta, o que favorecia aplicações com rendimento atrelado à Selic.

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