Taxa Selic, o que é?

Por Redação Onze

Taxa Selic: o que é?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, que serve como norteadora de toda a política monetária.

Ela é utilizada como instrumento de controle da inflação e ainda é responsável por balizar outras taxas de juros, como aquelas adotadas em financiamentos, empréstimos e mesmo em aplicações financeiras.

Sua variação é medida mensalmente, mas ela também pode ser expressa na versão acumulada anual e em formato de meta, que pode ser alterada a cada 45 dias.

Parece confuso? Entender a diferença entre cada uma das formas que acabamos de citar é o melhor caminho para compreender a importância da Selic para o seu bolso.

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O que é Selic Meta?

A cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom), vinculado ao Banco Central, realiza uma reunião para definir se a meta da Selic vai ser mantida ou alterada.

O valor determinado pelo Copom a cada encontro é expresso no formato de uma porcentagem anual, que representa a projeção do que é esperado para a taxa básica de juros naquele ano.

O que é Selic Acumulada?

Já a Selic Acumulada retrata a soma das variações que a taxa básica de juros teve em cada um dos 12 meses do ano. Aqui, não estamos falando de uma projeção, mas do número consolidado.

Quer um exemplo? Veja os números da tabela a seguir, referente a 2019, com dados da Receita Federal:

MêsVariação mensal
Janeiro0,54%
Fevereiro0,49%
Março0,47%
Abril0,52%
Maio0,54%
Junho0,47%
Julho0,57%
Agosto0,50%
Setembro0,46%
Outubro0,48%
Novembro0,38%
Dezembro0,37%

Somando todos os valores acima, é possível concluir que a taxa Selic Acumulada de 2019 foi de 5,79%.

Para que serve a taxa Selic?

Uma das principais funções atribuídas à Selic é controlar a quantia de dinheiro em circulação no mercado, movimento que tem relação direta com a inflação e com o valor pago pelo crédito.

Quando o Copom decide aumentar a Selic, tomar um empréstimo fica mais caro, já que as instituições financeiras passam a cobrar juros mais altos – lembre-se de que a tendência é que eles sempre acompanhem taxa básica.

Na prática, é como se o governo tentasse dizer que aquele não é o momento para fazer compras ou tomar decisões como solicitar um financiamento. Com a queda na demanda, a probabilidade maior é de que a oferta fique mais barata e os índices de inflação sejam reduzidos.

Quando o que ocorre é a redução da Selic, como tem acontecido sucessivamente ao longo do último ano, o objetivo é o contrário: movimentar a economia e estimular o consumo, justamente como forma de incentivar o crescimento econômico.

Aqui, a lógica é a seguinte: como o acesso ao crédito fica mais barato, já que as taxas de juros caem, a população tende a consumir mais, ao passo que as empresas ganham confiança para investir nos seus negócios.

Como a taxa Selic é definida?

Como já comentamos, a meta da Selic é definida periodicamente pelo Copom, em reuniões que envolvem a análise de dados técnicos e também das conjunturas política e econômica não só do Brasil, mas do mundo.

O objetivo é que o seu papel, descrito no tópico anterior, possa ser cumprido com o máximo de eficiência, garantindo que a economia nacional seja, ao mesmo tempo, protegida e estimulada. 

Para definir se a Selic Meta vai ser mantida ou alterada, no primeiro dia de reunião ocorre a apresentação de informações e pareceres. No segundo, chega o momento de discutir o assunto e realizar a votação.

Quando a decisão final é tomada, a divulgação é feita e o mercado financeiro se movimenta de acordo com a projeção feita, avaliando cenários e suas possíveis implicações.

Histórico e evolução da taxa Selic

Olhar para o histórico da Selic ajuda a entender os movimentos políticos e econômicos que marcaram diferentes momentos da trajetória brasileira. 

No site da Receita Federal, é possível acompanhar as alterações mês após mês, desde o início da série histórica. A seguir, reunimos a Selic Acumulada de alguns anos.

AnoSelic Acumulada
199538,71%
200016,19%
200517,56%
20109,27%
201512,54%
201613,2%
20177,4%
20186,5%
20195,79%

Vale ressaltar, no entanto, que a Selic, em seus moldes atuais, só passou a existir a partir de 5 de março de 1999, quando os referenciais utilizados até então foram extintos.

Taxa Selic x investimentos

Assim como as movimentações da Selic encarecem ou barateiam o acesso ao crédito, elas também fazem com que a rentabilidade das aplicações financeiras seja alterada, em um movimento inverso.

Ela é utilizada para determinar, de forma direta, o quão atrativas vão ser modalidades como o Tesouro Selic e a poupança.

Além disso, serve de referência para as variações do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que corrige aplicações como as do tipo Certificado de Depósito Bancário (CDB).

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