O que é inflação e como ela afeta os investimentos

Por admin

O que é inflação

Mais do que explicar o que é inflação e nos aprofundarmos no conceito e suas causas, vamos trazer exemplos de aplicações financeiras que podem se tornar mais ou menos atrativas, a depender da variação do índice. Tem interesse nesse conhecimento? Então, avance na leitura.

O que é inflação, afinal?

A inflação ocorre quando há aumento geral e contínuo dos preços. Quando controlada, ela é considerada um sintoma comum de economias saudáveis e em crescimento.

O aumento de preços é calculado com base em uma cesta de produtos de consumo das famílias. No Brasil, ele é medido por indicadores como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado).

Justamente por causa do processo inflacionário, manter o dinheiro guardado debaixo do colchão não é uma boa alternativa.  Afinal, o que é inflação se não a perda de valor do seu dinheiro dia a após dia?

É por isso que quem não investe (e investe certo), não só deixa de ganhar, mas, também, perde um pouquinho diariamente. No Brasil, vale lembrar que a inflação sofreu grandes turbulências ao longo do tempo.

Como exemplo, podemos citar dados trazidos pela jornalista Miriam Leitão em seu livro Saga brasileira. Segundo a obra, entre dezembro de 1979 e julho de 1994, o IPCA acumulado chegou ao inacreditável número de 13.342.346.717.617,70% (mais de 13,3 trilhões).

Após a implantação do Plano Real, em 1994, a inflação acumulou em 196,87% até dezembro de 2009. Mais recentemente, o IPCA mantém-se em níveis considerados bem mais aceitáveis.

De acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram estas as taxas acumuladas de inflação nos últimos anos:

  • 2018 = 3,75%
  • 2017 = 2,95%
  • 2016 = 6,29%
  • 2015 = 10,67%
  • 2014 = 6,41%.

Além de observar o resultado final, é preciso avaliar se o IPCA está dentro das metas propostas pela política monetária do país.

O que causa a inflação?

Depois de entender o que é inflação, vamos às suas causas. O processo de aumento dos preços pode ser provocado, basicamente, por três motivos.  Assim, ele é categorizado como inflação de demanda, de custos ou inercial.

Inflação de demanda

Existem mais compradores interessados do que produtos e serviços sendo vendidos.  Nesse caso, há maior demanda do que oferta e, logo, os preços sobem.

Inflação de custos

Quando os artigos de base têm aumento de preço, toda a escala produtiva absorve o crescimento proporcional do custo e o repassa aos consumidores.

Inflação inercial

É considerada um resultado das tendências de outros períodos inflacionários vividos pela economia. Dessa forma, existe um “hábito” de aumentar os preços com frequência, mesmo sem crescimento de demanda ou custos.

Como a inflação impacta os investimentos?

Ao chegar até aqui, entendemos o que é inflação e suas variações por demanda, custos e inercial. Mas como ela impacta as suas aplicações financeiras?

Em primeiro lugar, saiba que há uma questão básica aí: ao analisar qualquer tipo de investimento, deve-se considerar os índices de inflação.

Afinal, a rentabilidade esperada ao aplicar seu dinheiro em alguma opção deve sempre ser superior ao aumento contínuo dos preços.

Dessa forma, o processo inflacionário não vai “corroer” o dinheiro investido e, ainda, terá juros reais. Esse alerta é importante, especialmente se você é adepto da caderneta de poupança.

Veja que em 2015, por exemplo, ela rendeu 8,07%, mas a inflação fechou o ano em 10,67%. Ou seja, o dinheiro investido nela terminou o ano valendo menos do que começou.

Além dessa questão, importantes índices da economia são gerados com base na inflação, como é o caso da Selic, a taxa básica de juros.

Ela determina, por exemplo, o quanto o governo pagará de juros em operações de empréstimo e é utilizada como referência em investimentos como o Tesouro Selic, um tipo de título público.

Exemplos de aplicações afetadas pela inflação

A poupança, sobre a qual falamos rapidamente, é um tipo de aplicação cujo rendimento é baseado na Selic.

Suas regras determinam que:

  • Se a Taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês + Taxa Referencial
  • Se a Selic for igual ou menor a 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 70% da Selic + TR.

Em 2018, tivemos a Selic em 6,4%, TR zerada e a poupança rendendo 4,62%. No mesmo período, a inflação ficou em 3,75%. Ou seja, a rentabilidade do investidor de poupança foi de somente 0,84%.

Na prática, um depósito de R$ 10.000 teve ganho real de apenas R$ 84 em 12 meses. Mas a famosa caderneta não é o único investimento afetado pela inflação. Conheça outros exemplos agora!

Tesouro IPCA+

O Tesouro Direto é um programa do governo federal que oferta títulos públicos aos investidores. Esses ativos podem ter sua rentabilidade definida a partir da taxa Selic ou o do IPCA.

No caso do Tesouro IPCA+, ao valor da inflação é acrescida uma taxa mensal.  Portanto, quanto maior a inflação, melhor o retorno.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento reúnem diferentes cotistas que, juntos, viabilizam aplicações maiores.

Geralmente, o retorno esperado fica acima do índice CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Esse é um indicador que deve sempre ser observado e comparado com a inflação para conhecer o retorno real da aplicação.

Como exemplo, veja dados de 2018.

Considerando um investimento que pagava 120% do CDI, o CDI em 6,42% e a inflação de 3,75%, a rentabilidade líquida ficou em 3,95%.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A LCI é um título bancário destinado a fomentar o setor imobiliário. Seus recursos, portanto, são utilizados pelos bancos para conceder financiamentos.

O rendimento da LCI é baseado no CDI e, dessa forma, quanto maior a inflação, maior tende a ser o CDI.

Essa particularidade exige que o investidor consciente acompanhe de perto os índices do mercado para fazer seu dinheiro render sempre mais.

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