Análise de currículo: como contratar melhor na era digital

Por Redação Onze

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Análise de currículo: como era no passado?

A partir dos tópicos a seguir, descubra como era a análise de currículo no passado, antes do surgimento do mundo digital, e seus impactos no RH:

Currículo em papel

Sem as ferramentas digitais e a internet, o currículo ficava restrito ao papel. Assim, o candidato precisava entregar o CV na empresa pessoalmente, o que exigia tempo de deslocamento.

O resultado? O recrutador tinha a mesa cheia de papéis empilhados. Dependendo do volume, nem todos os CVs eram analisados.

Foco em habilidades técnicas

Outra característica que ficou para trás era o foco absoluto em habilidades técnicas dos candidatos. No passado, as chamadas hard skills eram o destaque no currículo.

Nesse caso, domínio de ferramentas, escolaridade e cursos realizados eram o único critério na escolha dos profissionais nos processos seletivos. A desvantagem é que, a partir dessa lógica, características comportamentais relevantes para o desempenho no trabalho ficavam de fora da avaliação dos recrutadores.

Seleção manual de CV

Com currículos empilhados e sem qualquer ajuda da tecnologia, a tarefa do recrutador era repetitiva  — e exaustiva. A seleção dos CVs era feita manualmente. Ou seja: era preciso olhar currículo por currículo. A filtragem, portanto, era lenta e suscetível a erros.

Devido ao volume de documentos, a leitura atenta de todos também era uma barreira. Assim, muitos profissionais eram descartados sem uma análise de currículo efetiva do recrutador.

Análise de currículo 2.0

Depois de conhecer como era o processo antes, é preciso compreender como ocorre a análise de currículo 2.0, que utiliza ferramentas e tecnologia para otimizar o recrutamento:

Currículo digital

Com a tecnologia, o currículo vai além do papel. O modelo básico em arquivo digitalizado pode ser mandado pelo candidato ao recrutador, o que significa economia de tempo. Além disso, o CV passa a migrar para diferentes formatos:

  • Arquivo digital
  • Perfil no LinkedIn
  • Portfólio online
  • Perfil em marketplace de talentos.

Filtragem automatizada

Outra característica da análise de currículo 2.0 é a filtragem automatizada de CVs. Se antes o recrutador precisa fazer isso manualmente, agora a tarefa fica por conta de sistemas que rastreiam palavras-chave e fazem uma seleção inicial dos currículos mais promissores.

Além de o sistema dar conta de um grande volume de currículos, é possível agregar documentos provenientes de diversos canais de captação de talentos. E aí, você pode se dedicar à análise atenta de todos os CVs filtrados.

Foco em habilidades comportamentais

As habilidades técnicas não deixam de ser importantes, mas hoje as habilidades comportamentais, conhecidas como soft skills, ganham protagonismo na análise de currículo.

Afinal, elas estão diretamente ligadas à atuação do profissional e são atrativos relevantes em um mercado competitivo. Algumas habilidades muito valorizadas são:

  • Inteligência emocional
  • Capacidade de liderança
  • Visão estratégica
  • Comunicação interpessoal
  • Capacidade de tomar decisões
  • Perfil alinhado à empresa.

Valorização de resultados

Apresentar números no currículo também é uma boa estratégia para os tempos atuais. Resultados alcançados em outras experiências chamam atenção porque, dessa forma, você obtém insights de como o candidato pode contribuir para a empresa caso ele seja contratado.

Qualifique a análise de currículo com employer branding

Com a facilidade de envio de currículos online, mesmo que os papéis não fiquem empilhados na mesa, o recrutador depara com um grande volume deles.

Além de usar sistemas de filtragem, a dica é atrair os candidatos certos ao invés de filtrar propostas com perfil incompatível com a empresa. E o caminho para isso é o employer branding.

Essa estratégia, conhecida em português como marca do empregador, consiste no fortalecimento da reputação da empresa no mercado profissional enquanto um excelente local para se trabalhar. O foco é atrair os melhores talentos do mercado, que tenham perfil alinhado com o propósito do negócio.

Ações variadas podem ser incluídas na estratégia de employer branding: valorizar os funcionários, formar equipes alinhadas ao perfil da empresa, definir as competências necessárias para cada cargo e fortalecer o clima organizacional são algumas delas.

Além de atrair profissionais qualificados e otimizar a análise de currículo, o employer branding aumenta a retenção de talentos. E aí, a empresa também reduz custos relativos a recrutamento e seleção  — e tempo dedicado à análise de currículo.

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