Marcação a mercado: como afeta os investimentos?

Por Redação Onze

Marcação a mercado

O que é marcação a mercado?

Um investimento nada mais é do que uma compra. Ao aplicar no Tesouro Direto, por exemplo, você está pagando por um título que, com o tempo, tende a se valorizar.

Por isso, a marcação a mercado diz respeito ao preço de um ativo no ato da aquisição e, posteriormente, no momento em que é liquidado.

Nesse caso, temos duas marcações: a do valor de entrada e a que é feita na hora da venda. É o montante entre uma marcação e outra que determinará se houve lucro ou prejuízo.

Assim, o processo de acompanhamento de preços tem esse nome porque segue as oscilações diárias de índices como a Selic, a DI e os candlesticks de ações. Ou seja, o custo passa a ser marcado conforme a taxa de rendimento estipulada para o dia.

Para que serve a marcação a mercado?

A marcação a mercado se opõe à chamada marcação na curva, que consiste em calcular os juros sobre uma aplicação dentro do que é previsto.

Por exemplo: digamos que você investiu em um LCI com prazo de vencimento para um ano com taxa de 10%. Pela marcação na curva, é possível saber que a rentabilidade diária será de 0,026%.

Já na de mercado, não há uma forma de antecipar o quanto um ativo vai render, porque nele não existem certezas. Tudo depende da variação das taxas dia após dia.

Portanto, a sua função é orientar quem esteja considerando liquidar os seus investimentos antes do prazo determinado.

Dessa maneira, a técnica faz mais sentido quando aplicada em opções de renda fixa, nos quais o resgate antecipado provoca mudanças nas taxas contratadas.

Como a marcação a mercado funciona?

A marcação a mercado é, usualmente, empregada em fundos de investimento de gestão ativa, nos quais o gestor acompanha diariamente os preços dos ativos sob custódia.

Essa é uma determinação do Banco Central que, em fevereiro de 2002, estipulou tal forma de controle como regra para que os fundos fossem geridos de modo mais transparente.

Esse processo consiste, basicamente, em monitorar diariamente as alterações nas taxas, mensurar o seu impacto sobre os ativos financeiros e divulgar os dados para os cotistas.

Assim, são minimizados os riscos de um fundo estar desatualizado em relação ao que realmente vale. Pela marcação de preços diária, os investidores sabem exatamente o valor do patrimônio do grupo, considerando o montante de entrada.

Prós e contras da marcação a mercado

Como ferramenta de controle e gerenciamento de ativos, especialmente para fundos, a marcação a mercado apresenta certas peculiaridades.

Quando um investimento é gerido dessa maneira, o gestor precisa ter atenção constante às variações dos preços para orientar as suas decisões. Isso porque, nos fundos de gestão ativa, a carteira pode ser modificada frequentemente, dependendo da performance dos diferentes ativos financeiros.

Digamos, por exemplo, que um certo tipo de ação vem apresentando alta ao longo de uma semana, enquanto as que estão custodiadas em um fundo exibem movimento de queda. Pela marcação a mercado, o gestor pode decidir investir na alternativa que está subindo, liquidando ou alugando os papéis cujos preços estão caindo.

Embora seja um mecanismo que permite obter lucros com relativa agilidade, ele demanda alguma experiência no segmento financeiro. Afinal, nem sempre uma queda nos preços é razão suficiente para justificar a liquidação de um ativo, da mesma forma que uma alta pode não ser o bastante para motivar uma compra.

Então, trabalhar desse modo é mais indicado para investidores arrojados que operam no day trade ou fazendo scalping.

Investimentos com marcação a mercado

Cabe ressaltar que os fundos de investimento são compostos por um conjunto de ativos de diferentes naturezas. Em um mesmo grupo, podem estar ações, títulos do Tesouro Direto e outros de renda fixa.

Cada tipo, naturalmente, vai apresentar rentabilidades indexadas de maneiras distintas, por isso a marcação a mercado é tão importante nessa modalidade.

De qualquer modo, a técnica também se aplica a investimentos de renda fixa, como o CDB, que rende de acordo com o CDI todos os dias.

Nesse cenário, ao utilizá-la, você se certifica de que a taxa de rendimento é positiva, caso decida resgatar o CDB antecipadamente.

Viu como esse conceito é bem simples? No blog da Onze, a gente descomplica os termos do mercado financeiro para você fazer o seu patrimônio render muito mais.