8 provas de que a previdência privada vale a pena para investir no longo prazo

Por Redação Onze

previdência privada vale a pena

A previdência privada vale a pena. Mais do que uma “aposentadoria independente”, é um investimento de longo prazo que ajuda você a construir seu futuro

Com esse tipo de aplicação, você tem excelentes retornos ao longo dos anos e acumula patrimônio com autonomia e segurança. Entre suas vantagens exclusivas, estão benefícios fiscais, tributação diferenciada e liberdade para contribuir e resgatar recursos como quiser. 

E cada vez mais, essas vantagens são percebidas pelos brasileiros, que estão largando a poupança e buscando alternativas que valorizem mais o seu dinheiro. Em 2019, em um cenário de queda dos juros básicos e de revitalização das ofertas de previdência privada, esse produto ganhou 400 mil novos investidores no Brasil.

Se você ainda não compreende bem os mecanismos e diferenciais desse investimento, é bom acompanhar com atenção o nosso guia. Nas próximas linhas, você vai entender por que a previdência privada vale a pena, vai conhecer as diferenças para outros fundos e oito motivos para seguir esse caminho na sua jornada de construção e proteção de patrimônio.

Por que a previdência privada vale a pena? 

A previdência privada vale a pena porque oferece rentabilidade em longo prazo e condições diferenciadas para construir seu patrimônio para o futuro. Ao contrário da previdência pública, você tem a liberdade de contribuir como quiser, acumular recursos e escolher como prefere receber o benefício acumulado e capitalizado.

E é justamente essa perspectiva de criação de riqueza no longo prazo que muda o jogo para muitos investidores. “Não é o quanto dinheiro você ganha, mas quanto dinheiro você guarda, quão duro ele trabalha por você e por quantas gerações você o mantém”, diz Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico, Pai Pobre (Editora Campus, 2000).

Nessa jornada, você pode contar com uma gestão profissional do seu dinheiro e carteiras diversificadas, para obter o máximo de ganhos possíveis e complementar sua renda lá na frente. No final, você pode usar o capital como quiser, seja para ter uma aposentadoria tranquila ou investir nos seus sonhos.

Tudo isso é possível por meio de planos de previdência privada, que são basicamente fundos de investimento de longo prazo

O que difere o fundo de investimento de outros ativos?

O fundo de investimento é uma aplicação que reúne recursos de vários investidores, chamados de cotistas, gerido por uma equipe profissional que fica responsável por alocar o capital em diferentes ativos. Esses gestores buscam os melhores retornos respeitando sempre o perfil do fundo, que pode ser conservador, moderado ou agressivo. Os lucros são distribuidos proporcionalmente às cotas de cada investidor.

Assim, o fundo de investimento difere de outros ativos por funcionar como um “condomínio” de investidores, em vez de ser um ativo único comprado individualmente. A vantagem é contar com um profissional para gerenciar a rentabilidade e o risco dos investimentos, sem precisar se aprofundar nas estratégias do mercado financeiro.

E a diferença da previdência privada para outros fundos?

A previdência privada se diferencia de outros fundos de investimentos por oferecer vantagens únicas para investidores que desejam retornos em longo prazo. Resumidamente, esses planos oferecem benefícios fiscais interessantes, ausência de come-cotas (veremos adiante o que isso significa), facilidade de transmissão de patrimônio para a herança e boas condições de rentabilidade.

Tudo para facilitar o acúmulo, resgate e transferência de patrimônio em aplicações de longo prazo.

O crescimento da previdência privada no Brasil

Em 2019, o setor de previdência privada aberta ganhou 400 mil novos participantes e inverteu sua trajetória de captação de recursos, chegando ao patamar histórico de R$ 1 trilhão em reservas, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).

Só em novos depósitos, foram mais de R$ 126 bilhões, representando uma expansão de 40,4% nas captações de recursos. Entre os motivos para o bom desempenho, estão a diversificação do portfólio dos fundos e redução dos custos de gestão. 

Na opinião do presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, em entrevista ao UOL, a aprovação da Reforma da Previdência também foi fundamental para atrair novos participantes e mudar o comportamento do mercado. Daqui para frente, a tendência é que os brasileiros se conscientizem sobre a importância da previdência privada e impulsionem ainda mais esses números.  

8 provas de que a previdência privada vale muito a pena

Se você quer provas convincentes de que a previdência privada vale a pena, temos uma lista completa. Veja por que esse é um excelente investimento de longo prazo.

1. Garante uma aposentadoria melhor

O sistema previdenciário público sofre uma pressão crescente com o aumento da longevidade da população e falta de recursos. Em 2019, o INSS atingiu o déficit recorde de R$ 318 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional, e chegou a ter mais de 2 milhões de pessoas na fila de espera do benefício.

Além disso, o teto da previdência social é de R$ 6.101,06 (2020) para pagamento de aposentadorias e benefícios. A maioria dos aposentados recebe até dois salários-mínimos. Ou seja: depender do sistema público não é uma opção segura, ainda mais depois da extensão do prazo para receber o benefício – definida na reforma da Previdência.

Na previdência privada, você constrói seu próprio patrimônio e acompanha de perto a rentabilidade, com liberdade para definir sua renda futura e maximizar seus ganhos. Com isso, a aposentadoria digna está garantida, ou qualquer outro objetivo de longo prazo que você tenha. 

2. Oferece carteiras diversificadas

Com a tendência de queda dos juros, os investimentos mais conservadores não são mais suficientes para garantir uma boa renda lá na frente. Mas a previdência privada se adaptou a essa realidade e já está diversificando sua carteira para aumentar a rentabilidade.

Apesar de a renda fixa ainda prevalecer nos planos de previdência privada atuais, a fatia mais agressiva das aplicações subiu de 10% em 2016 para 33% em 2019, segundo dados da Mercer. Ou seja: os ativos de risco como ações e multimercados mais que triplicaram nos fundos previdenciários. 

Em um cenário de juros baixos, os clientes precisam de investimentos mais arrojados para readequar as expectativas de retorno no futuro. Como consequência, todos os fundos PGBLs ou VGBLs com melhor retorno de 2019 investem também em ações, debêntures e multimercados. 

Em outras palavras: se você tem um perfil mais arrojado e quer rentabilidade acima da média, os planos de previdência também se encaixam nas suas perspectivas. E se for mais conservador, não faltam opções de renda fixa e baixo risco em geral.

3. Não tem come-cotas

O come-cotas é uma das maiores ameaças para o investidor e está presente na maioria dos fundos de investimentos (renda fixa, multimercados e cambiais, por exemplo). Trata-se de uma antecipação obrigatória do Imposto de Renda sobre a aplicação, em que uma parte das cotas que representam a rentabilidade do fundo é abocanhada pelo Leão. 

Para os fundos de curto prazo (títulos com prazo inferior a 365 dias), o come-cotas corresponde a 20%. Já nos fundos de longo prazo (maioria do mercado), a tributação antecipada é de 15% sobre os lucros. Em novembro de 2019, por exemplo, o governo embolsou R$ 6,2 bilhões só em come-cotas, segundo cálculos do Valor Investe. 

O que isso significa para o investidor? Na prática, uma rentabilidade mais baixa, já que o come-cotas “devora” parte dos rendimentos que ficariam se valorizando até o resgate.

Felizmente, a previdência privada é livre do come-cotas, pois o IR só é cobrado no resgate ou recebimento do benefício. Ou seja: as cotas continuam no fundo rendendo por anos, em vez de irem antecipadamente para a Receita Federal. 

4. Traz benefícios fiscais

Graças à tributação diferenciada dos planos de previdência privada, os benefícios fiscais são uma grande vantagem desses produtos. No PGBL, especialmente, é possível deduzir as contribuições e aportes feitos ao plano em até 12% da sua renda bruta anual tributável.

Na verdade, é um adiamento, pois o IR será cobrado no final, a partir do recebimento do benefício. Mas o investidor pode deixar esse dinheiro rendendo todo esse tempo, aumentando seus ganhos conforme deduz na declaração. 

Além disso, a própria opção da tributação regressiva é um excelente diferencial, pois é possível chegar a uma alíquota de apenas 10% de IR após 10 anos de aplicação — um desconto e tanto em relação aos 35% iniciais. Na tributação progressiva, é possível alcançar a isenção para resgates até R$ 1.903,98 ou pagar apenas 7,5% para resgates entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65, dependendo da forma de recebimento escolhida.

5. Não passa pelo inventário

Outra vantagem importante dos planos de previdência privada é que eles não entram no espólio como herança. Logo, é possível indicar os beneficiários (da família ou não) e transmitir rapidamente os recursos sem a necessidade de passar pelo processo burocrático do inventário.

Além disso, você pode definir as porcentagens recebidas por beneficiário e fica livre do ITCM (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação). 

7. Cobra taxas cada vez menores

Com o aumento da concorrência, as instituições de previdência privada vêm reduzindo a taxa de administração para aumentar sua atratividade e conquistar mais clientes. Alguns planos já oferecem taxas abaixo de 1%, enquanto a média do mercado fica em torno de 1,8%, segundo estimativas do Santander.  

Além disso, é possível encontrar empresas, especialmente gestoras independentes, que não cobram taxa de saída nem taxa de carregamento – custos que acabam pesando bastante no saldo final do investidor.

8. Oferece total liberdade

Finalmente, a liberdade oferecida pelos planos de previdência privada é incomparável. Ao construir seu próprio investimento de longo prazo, você pode:

  • Fazer aportes na quantia e na periodicidade que quiser (respeitando as regras do plano)
  • Escolher como quer receber o benefício no final (como renda vitalícia ou temporária, por exemplo)
  • Transferir o patrimônio acumulado sem burocracia 
  • Sacar os valores investidos a qualquer momento (com exceção de planos de previdência corporativa)
  • Fazer a portabilidade para outro plano ou instituição de modo simples e, geralmente, gratuito
  • Usar o dinheiro do seu plano de previdência como quiser — para complementar a aposentadoria, pagar a faculdade dos filhos ou viajar pelo mundo, por exemplo.

Entendeu por que a previdência vale a pena? Para conhecer ainda melhor esse produto navegue pelo blog da Onze. Temos artigos, e-books e ferramentas que vão ajudar você a poupar mais e investir de forma inteligente.