Qual o rendimento da previdência privada?

Por admin

Assim como em todo tipo de investimento, um dos primeiros levantamentos que se faz quando consideramos renda para aposentadoria é o rendimento da previdência privada.

Neste artigo você vai entender para onde vai o valor pago para a previdência e como é calculado o rendimento que será resgatado no futuro. Assim, será possível planejar, da melhor maneira, como usufruir desse montante.

Qual o rendimento da previdência privada?

Não há um valor exato para o rendimento da previdência privada, já que este depende de alguns fatores. Quem fez aplicações em valores mais altos, consequentemente terá rendimentos mais altos, em valores absolutos. Mas não é apenas isso que define um rendimento.

Cada instituição financeira que oferece planos de previdência possui suas próprias taxas de juros, que definirão o rendimento daquele contrato. Como não há uma regra que defina esta porcentagem, é preciso pesquisar para encontrar os melhores negócios.

Para onde vai o dinheiro?

Quando se contrata uma previdência privada, o administrador do plano faz aplicações em carteiras de renda fixa e variável, de acordo com o perfil do beneficiário.

Os perfis de investimento podem variar do mais conservador ao mais agressivo e as aplicações escolhidas por eles impactarão diretamente no rendimento da previdência privada.

A legislação brasileira permite que seja aplicado até 70% dos valores da previdência em renda variável, que possui maiores riscos em prol de maiores rendimentos. Nesse caso, é compatível com os perfis mais agressivos.

Já quem prefere rendimentos menores, porém com mais segurança, é possível aportar até 100% na renda fixa, com pouca variação de rendimento.

O que pode influenciar no rendimento da previdência privada?

Como o rendimento da previdência privada depende dos resultados dos investimentos que foram feitos com essas aplicações, há alguns fatores que podem influenciar no rendimento final.

Se as aplicações foram feitas em investimentos atrelados à Taxa Selic, por exemplo, é preciso acompanhar sua variação, pois ela terá impacto direto na porcentagem de rendimento.

Da mesma forma, fatores como recessão, queda na bolsa ou grandes acontecimentos mundiais podem afetar a economia e, consequentemente, os juros aplicados ao plano de previdência.

Tenho que pagar alguma taxa?

O rendimento da previdência privada é sempre o primeiro a ser lembrado, mas é necessário pensar, também, sobre as obrigações do beneficiário com as taxas e impostos devidos sobre o seu plano.

Tanto as taxas como os impostos podem impactar diretamente no valor a ser resgatado ou usado como renda quando chegar a hora de usufruir do seu montante acumulado no plano.

Por isso, é importante conhecer cada uma delas e entender, junto à instituição escolhida para contratar seu plano, quais serão os valores reais do seu rendimento da previdência privada quando ocorrer o pagamento dos tributos.

Taxas

Há algumas taxas que devem ser pagas ao contratar o seu plano. Enquanto umas são comuns em todas as instituições, outras começam a ser dispensadas, a fim de combater a concorrência nesse mercado.

No entanto, é preciso pesquisar bem entre os planos que lhe interessarem, pois poderá ocorrer grande variação de uma instituição para outra, tendo consequências diretas no valor final do seu plano. Conheça algumas taxas:

  • Taxa de administração: paga pelo beneficiário mensalmente, em um cálculo de porcentagem feita ao ano, a taxa de administração equivale ao pagamento à instituição pelos serviços prestados na administração do plano contratado;
  • Taxa de carregamento: a cada contribuição feita ao seu plano de previdência, haverá o desconto de uma porcentagem do valor. Ou seja, o valor real do seu aporte será o resultado da contribuição menos o desconto da taxa. Esta é a taxa de carregamento;
  • Taxa de saída: assim como na entrada, os planos também cobram uma taxa de saída, que é cobrado no valor do resgate ou renda. Dessa forma, haverá o desconto de uma pequena porcentagem do valor total e o beneficiário terá acesso apenas ao restante desse valor;
  • Taxa de performance ou rentabilidade: quando aplicado um índice de referência a ser batido, como CDI ou Selic, e o plano atingir esse objetivo, poderá ser cobrada uma taxa referente ao valor excedido ao índice, que poderá variar em cada instituição.

Impostos

Além das taxas, toda retirada feita no plano de previdência incidirá em impostos, que podem variar conforme o modelo e a tabela escolhida.

Quem escolhe a tabela progressiva terá o imposto cobrado conforme o valor da retirada. Quanto maior o valor total, maior será o imposto pago.

Valor de resgate ou rendaAlíquota
Até R$ 1.903,98Isento
De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,657,5%
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,0515%
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%
Acima de R$ 4.664,6827,5%

Já quem opta pela tabela regressiva tem o imposto cobrado de acordo com o tempo em que aquele aporte foi feito. Desse modo, quanto mais tempo o valor estiver no plano, menor será o imposto.

Tempo de acúmulo do planoAlíquota
Até dois anos35%
Dois a quatro anos30%
Quatro a seis anos25%
Seis a oito anos:20%
Oito a 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

O modelo do plano também impactará nos impostos pagos. Caso o beneficiário tenha escolhido a modalidade PGBL, os impostos serão referentes ao valor total da retirada.

Se optar pelo VGBL, os impostos serão cobrados apenas sobres os valores do rendimento.

Previdência privada vale a pena?

Os rendimentos da previdência privada podem fazer com que ela valha a pena, apesar das taxas e impostos cobrados.

Para isso, é preciso definir claramente quais são os seus objetivos ao usufruir seu plano e calcular, junto às instituições financeiras, quais serão os ganhos reais em cada oportunidade.

Agora que você já sabe como ocorre o rendimento da previdência privada, conheça ainda mais sobre esse assunto com nossos artigos. Confira agora!