Viés de ancoragem: como afeta suas decisões financeiras?

Por admin

Você pode nunca ter ouvido falar de viés de ancoragem e até acreditar que seja algo relacionado ao universo náutico, mas vai se espantar ao saber o quanto esse conceito faz parte do seu cotidiano.

Nossas escolhas e decisões, por mais racionais que pareçam, quase sempre são baseadas em impressões preliminares e referências que já possuímos. Ou seja, de alguma forma, elas estão repletas de julgamentos. Além disso, como sabemos, cada caminho que escolhemos têm suas consequências.

O que isso tem a ver com viés de ancoragem? Tudo. E neste artigo você vai descobrir como esse comportamento pode afetar as suas finanças e sua saúde financeira.

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O que é viés de ancoragem?

Viés de ancoragem é uma denominação dada por psicólogos e pesquisadores do comportamento humano a um fenômeno que explica por que os primeiros dados recebidos sobre determinado assunto servirão como base para uma tomada de decisão posterior.

Isso não significa dizer que as informações passadas depois não sejam assimiladas ou levadas em conta, apenas que a mensagem preliminar é a mais importante.

Como o viés de ancoragem afeta as decisões?

Fica difícil entender como o viés de ancoragem afeta nossas decisões sem citar exemplos. Por isso, vamos a eles.

Imagine que você ainda é jovem e que está passando na televisão uma reportagem sobre o quanto cães da raça pitbull podem ser perigosos. No mesmo dia, só que mais tarde, você está passeando no parque e vê um filhote de pitbull brincando com outras crianças. 

Apesar de o dono do animal dizer que o cachorro é adestrado e que é seguro brincar com ele, você decide não se arriscar, porque ficou na sua cabeça a matéria vista no telejornal anteriormente.

Ou seja, o viés de ancoragem atuou na sua escolha de não brincar com o cãozinho, baseando-se na informação preliminar que você recebeu.

O incentivo do dono do animal até foi levado em conta, mas prevaleceu a informação primária.

O viés de ancoragem nas finanças

O viés de ancoragem, no entanto, não se dá apenas na infância ou em alguma outra fase específica da vida. Estamos sujeitos a estímulos o tempo todo, inclusive na hora de consumir.

Quantas vezes você não foi seduzido por um anúncio que dizia “imperdível”, “últimas unidades” ou “40% de desconto”? Pode ser sincero e não ter vergonha de assumir. Afinal, esse é um comportamento natural e influenciado, mais uma vez, pelo efeito de ancoragem.

A primeira informação vista e assimilada é a promoção ou o anúncio atrativo, e isso já deixa você entusiasmado, tentado a comprar. Só depois você vai ver se o desconto é de fato vantajoso e se o produto é realmente de sua necessidade. Muitas vezes, porém, essa reflexão é tardia: ocorre quando a compra por impulso já foi consumada.

A ancoragem nos investimentos

O mesmo raciocínio vale para as suas aplicações. Digamos que você decida investir na Bolsa de Valores e comece a comparar o preço da ações.

Enquanto os papéis de uma empresa A estão custando R$ 100, os de uma empresa B valem R$ 80. Com base nessas informações, você escolhe alocar recursos na segunda opção por considerá-la mais barata.

O preço das ações acaba sendo o viés de ancoragem na sua tomada de decisão, a informação preliminar que baseia a sua escolha.

No entanto, você não considera que as companhias A e B não têm relação entre si. Por isso, deixar-se levar apenas pelo valor dos papéis pode se mostrar um grande erro. 

Como evitar o viés de ancoragem?

Ainda que o viés de ancoragem seja um comportamento natural, é possível driblá-lo. Com isso, você poderá melhorar a sua relação com o dinheiro para tomar decisões mais racionais.

Para isso, separamos algumas dicas. Confira:

Evite escolhas por impulso

Sempre que visualizar alguma promoção e o efeito de ancoragem gritar para você comprar algo, pare por alguns instantes e reflita sobre a real necessidade daquela aquisição. Questione se você de fato precisa de determinado produto ou serviço ou se estamos falando de um desejo efêmero que logo vai embora.

Desenvolva a inteligência emocional

Somos nós que devemos gerenciar nossos sentimentos e não o contrário. Não devemos ficar à mercê das nossas emoções. O equilíbrio entre os lados racional e emocional deve sempre prevalecer.

Por isso, é tão importante desenvolver a inteligência emocional. Essa competência também ajuda a controlar o viés de ancoragem, ao administrar melhor nossos ímpetos e problematizar um pouco mais nossas decisões.

Planeje o futuro

O viés de ancoragem tende a atuar com mais força em pessoas que não têm objetivos financeiros bem definidos, pois estão mais sujeitas à impulsividade.

Um profissional que tem como meta, por exemplo, se aposentar com segurança e tranquilidade vai desde cedo se preparar para isso. Logo, ele estará menos propenso a gastar dinheiro de forma impensada devido ao seu propósito de vida.

Pensando nisso, provavelmente ele fará um investimento em planos de previdência privada, como os que a Onze, a primeira PrevTech do Brasil, oferece – há planos personalizados, tanto para empresas quanto para profissionais, soluções inteligentes de alocação de recursos com o mínimo de burocracia.

Pelo aplicativo da Onze, é possível ter acesso a todo o suporte necessário para acumular o patrimônio desejado no prazo estipulado. Tudo isso com muita informação para que você não fique refém do viés de ancoragem.

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