Volatilidade: o que é e como interpretar nos investimentos

Por Redação Onze

Volatilidade

O que é volatilidade

No dicionário, volatilidade significa “a qualidade daquilo que é volátil”, ou seja, algo que muda com facilidade e não se mantém no mesmo estado por muito tempo. Em química, as substâncias voláteis são aquelas que passam facilmente do estado líquido para o gasoso.

Já em informática, a memória volátil é aquela que perde e recupera os dados continuamente (a memória RAM). No sentido figurado, diz-se que as pessoas voláteis não são nada estáveis e mudam facilmente de opinião.

Trazendo para o nosso contexto, a volatilidade no mundo financeiro é definida como “uma medida de dispersão dos retornos (ou desvio-padrão dos retornos) de um título ou índice de mercado”. Em outras palavras: uma variável que permite avaliar o quanto a cotação de um ativo financeiro oscila com o passar do tempo.

O que é volatilidade nos investimentos

De acordo com a definição da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), volatilidade é “o grau de variação dos preços de um ativo em determinado período, medido pelo conceito estatístico de desvio-padrão dos retornos logarítmicos”. Ou seja: uma medida que permite avaliar a frequência e intensidade das oscilações de preço de um ativo.

Apesar de soar complicado, a ideia por trás do conceito é muito simples: medir quanto oscilam os retornos de um ativo e assim identificar o nível de incerteza em relação às variações de valor. Por isso, a volatilidade é usada para mensurar o risco nos investimentos.

Naturalmente, quanto mais alta é a volatilidade de um ativo, mais intensas e frequentes serão as flutuações do capital investido. Ao comparar dois investimentos com o mesmo retorno esperado, faz mais sentido escolher aquele que varia menos nas cotações, para evitar reviravoltas drásticas para o bolso.

Volatilidade na renda variável

O termo “volatilidade” nos remete automaticamente ao sobe e desce dos preços na renda variável e fica ainda mais claro no gráfico de desempenho das ações. A própria denominação “variável” indica que a rentabilidade do ativo não é previsível — o que muda é o grau de risco de acordo com o histórico de oscilações.

Por isso existe a chamada “volatilidade anualizada”, que é o cálculo do desvio-padrão de um ativo baseado em um ano (252 dias úteis). Essa informação consta no histórico de cotações das ações e representa o quanto o preço se afastou da média em 12 meses.

Esse dado é muito útil para entender o comportamento do papel e também é usado para identificar momentos de sobrecompra e sobrevenda (quando a ação passou por valorização ou desvalorização intensa e está prestes a reverter a tendência), além de servir como base para projeções de cotações futuras na análise técnica. Outro conceito importante é a chamada volatilidade real, que é basicamente a variação do preço do ativo no Mercado Futuro.

Mas é bom lembrar que também existe volatilidade na renda fixa — por exemplo, na marcação a mercado de títulos públicos e cotas de fundos de investimentos.

Volatilidade e os prazos de investimentos

Para avaliar a volatilidade de um ativo e determinar seu grau de risco em relação à rentabilidade, é importante levar em conta o prazo do investimento. Isso porque, quanto mais curto é o prazo, mais arriscado se torna um ativo de alta volatilidade, considerando os altos e baixos do seu histórico de cotações.

Já no médio e longo prazo, o sobe e desce pode ser compensado pelo saldo geral de rentabilidade, gerando ganhos acima da média para o investidor. É o que acontece na estratégia buy and hold, que mantém ações de empresas sólidas com alto potencial de valorização por vários anos — dessa forma, os períodos de baixa não impactam o crescimento do ativo e o retorno do investidor.

O mesmo vale para fundos de investimento que apresentam gráficos voláteis, mas ao mesmo tempo uma curva crescente ao longo dos anos. No final, a valorização será significativa e você pode ter altos ganhos, se assumir os riscos da volatilidade e tiver paciência.

Claro que a maior parte da carteira não deve ser alocada em ativos de alta volatilidade, mas é preciso tolerar um pouco de risco para ter rendimentos melhores.

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