Planejador financeiro: como ele ajuda você a poupar e investir

Por Redação Onze

Planejador financeiro

Planejador financeiro: que profissional é esse?

A atividade de planejador financeiro, no Brasil, veio a ser organizada recentemente. Sua entidade de classe, a Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar) foi constituída apenas em 2016.

Diferentemente da profissão de consultor financeiro, cuja atividade só pode ser exercida com a chancela da CVM, na de planejador não há exigências formais.

De qualquer forma, é fundamental ser reconhecido pela Planejar, única entidade no Brasil vinculada à Financial Planning Standards Board (FPSB) nos Estados Unidos.

Sendo assim, ela é também a única habilitada a conceder a certificação Certified Financial Planner (CFP), que é, na prática, a certificação para atuar como planejador.

O que um planejador financeiro faz?

Ainda que possa ajudar pessoas em situações emergenciais, o planejador financeiro não é propriamente um apagador de incêndios. Sua função é auxiliar pessoas físicas ou mesmo empresas a gerir melhor suas finanças por meio de ferramentas e processos que as permitam ter mais controle sobre seus gastos.

Ele também orienta em relação a investimentos, apontando para as melhores alternativas considerando o perfil do cliente e seus objetivos.

De certa forma, é como se ele fosse um “personal trainer”. Só que, em vez de prescrever exercícios para melhorar a forma física, ele auxilia a adotar práticas ideais para mudar a saúde financeira.

Quando contratar um planejador financeiro

Quem nunca comprou por impulso que atire a primeira pedra, não é mesmo? Esse é um dos hábitos nocivos às finanças que pode ser eliminado ou controlado com a ajuda de um planejador financeiro.

Ele atua como um conselheiro, já que conta com experiência e as ferramentas necessárias para indicar as soluções mais adequadas para fazer o dinheiro render mais.

Afinal, cada pessoa tem necessidades distintas e metas próprias em relação ao que fazer com os seus rendimentos. Considerando essa diversidade, o planejador coloca a sua expertise a serviço dos seus clientes, orientando-os a adotar bons hábitos a respeito das finanças em geral.

Embora sua contratação demande um gasto, pode valer a pena principalmente no longo prazo. O planejador pode, então, plantar a semente para que, no futuro, o cliente venha por si só a gerir de forma mais saudável suas próprias receitas e gastos.

Como escolher um planejador financeiro

Pelas redes sociais e pelo Google, não é difícil encontrar profissionais da área de coaching e consultoria oferecendo serviços para ajudar a melhorar a saúde financeira.

No entanto, o planejador financeiro é um especialista com um foco mais específico que esses profissionais. Por isso, vale prestar atenção a certos fatores e características indispensáveis para contratar um profissional sob medida. Veja quais são.

Verifique sua certificação

Como você já viu, ainda que a profissão de planejador financeiro não exija um certificado para ser exercida, os verdadeiros planejadores em geral têm a certificação CFP.

Assim sendo, ao buscar por um profissional, não deixe de verificar se ele tem esse selo, já que ele assegura que o planejador tem a formação indispensável para orientar em finanças.

Cabe ressaltar que, para a obtenção da certificação, é preciso ser aprovado em um exame, no qual o candidato a planejador tem avaliados os conhecimentos nas seguintes áreas:

  • Planejamento Financeiro
  • Gestão de Ativos e Investimentos
  • Planejamento da Aposentadoria
  • Gestão de Riscos e Seguros
  • Planejamento Fiscal
  • Planejamento Sucessório.

E se você pretende ser um planejador financeiro, tenha especial atenção à divulgação dos editais publicados no site da Planejar. Neles, constam as datas, processos e conteúdo programático dos exames aplicados.

Avalie a experiência e qualificações

Como você já sabe, cada pessoa tem necessidades individuais diferentes e, por isso, quanto mais sob demanda os serviços contratados, melhores os resultados.

Dessa forma, antes de contratar, procure avaliar a experiência do profissional por meio do seu histórico e perfil de clientes atendidos. Afinal, um planejador com experiência no setor bancário pode não ser tão efetivo quanto um que atenda pessoas físicas há mais tempo.

Se o profissional tiver site e páginas profissionais em redes sociais, procure conhecer neles opiniões de clientes atendidos.

Calcule o custo-benefício

A contratação de serviços deve ser sempre avaliada também pela questão da relação custo-benefício.  Sendo assim, procure saber se o profissional cobra um valor compatível com a sua capacidade de pagamento e se ele é capaz de apontar com clareza o retorno gerado.

Se tiver dúvidas, continue pesquisando no mercado até encontrar um planejador que o deixe confortável o bastante para investir. Afinal, esse é um gasto que se faz hoje com benefícios futuros, traduzidos em controle de gastos e melhor uso do dinheiro.

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