Tipos de moeda: conheça os principais e sua importância na economia

Por Redação Onze

Tipos de moeda

Quais são os tipos de moeda?

Os romanos tinham o sal como meio de pagamento, porque, naquela época, tratava-se de uma mercadoria de valor e, principalmente, aceita por todos.

Nesse contexto, uma moeda, seja ela qual for, só se consolida quando existem relações de troca entre pessoas em uma sociedade.

Foi assim que começou a prática rudimentar do escambo, na qual os primeiros mercadores negociavam objetos por outros.

Naturalmente, com o tempo ficou difícil mensurar o valor justo pelos bens. Imagine, por exemplo, trocar um boi por uma cesta de maçãs. Seria certo?

Diante desse impasse, na Idade Média os antigos feudos (espécie de microcidades autônomas) já cunhavam moedas, aceitas por seus habitantes como forma de pagamento.

Em seguida, surgiram os Estados-Nação como conhecemos hoje e o resto da história você já sabe.

Atualmente, os tipos de moeda podem ser classificados das seguintes maneiras.

Moeda

Na acepção mais elementar da palavra, moeda é o objeto metálico, normalmente em formato redondo e achatado, usado para pagar, dar ou receber troco.

Elas são, de certo modo, “patinhos feios”, porque não são muito práticas de se carregar. Em quantidade, constituem um peso considerável e sua contagem nem sempre é rápida.

Existem, inclusive, muitos relatos de pessoas que usaram esse meio de pagamento para realizar operações de valores altos. É o caso de um homem na Indonésia que decidiu pagar uma indenização de US$10 mil à ex-esposa em moedas.

Papel-moeda

Enquanto as moedas de metal ficam paradas, como constatou um levantamento feito pelo Banco Central, as cédulas de papel-moeda continuam circulando a todo vapor.

Embora tenham perdido espaço para os meios de pagamento eletrônicos, as populares notas continuam em movimento.

Moeda escritural

Enquanto cédulas são objetos físicos, ou seja, com existência real, há também as chamadas moedas invisíveis.

Enquadram-se nessa categoria as transferências feitas entre bancos, que servem, inclusive, para definir as taxas de rendimento das aplicações financeiras.

Moeda nacional

Dólar americano, real brasileiro, euro e o yen japonês são apenas algumas das centenas de moedas nacionais existentes mundo afora.

Cabe ressaltar que o dólar dos Estados Unidos veio a ser adotado como referência somente depois da 2ª Guerra Mundial.

Foi a partir daí que a economia norte-americana emergiu como grande potência e, para facilitar as transações comerciais, sua moeda passou a ser usada como lastro.

É importante destacar que as moedas nacionais são aceitas em fidúcia e são uma categoria de investimento, como acontece no mercado de Forex e nos fundos cambiais.

Moeda-mercadoria

No passado distante, quando não existiam moedas nacionais, cabia às moedas-mercadorias fazer o papel de meio de pagamento.

Na verdade, esse conceito permanece até hoje, já que todo objeto que por si só tem algum valor pode ser utilizado como moeda.

É o caso de pedras e metais preciosos, animais para abate ou produção leiteira, especiarias ou mesmo objetos e obras de arte.

Moeda fiduciária

Já as moedas fiduciárias são aquelas que só têm valor porque alguém confia no seu préstimo enquanto meio de pagamento.

Ou seja, uma nota de cem dólares só circula pois existe a confiança, ou fidúcia, de que ela será posteriormente aceita por outras pessoas.

Sendo assim, uma moeda fiduciária caracteriza-se dessa maneira porque, sem a aceitação de todos, elas não passariam de cédulas ou discos metálicos sem valor.

A importância dos tipos de moeda na história

A circulação de moedas como acontece na atualidade remonta à formação dos Estados-Nação.

Como vimos, na Idade Média prevalecia a forma de organização social em feudos na Europa. Em cada um deles existia uma moeda diferente, o que representava um entrave para as transações comerciais e organização do sistema financeiro.

Foi então que começaram a se desenvolver as primeiras monarquias. Elas eram respaldadas pela burguesia, nova classe social composta por mercadores que, por sua vez, precisavam de um sistema monetário unificado para facilitar seus negócios.

A numismática

A área que cuida do estudo da evolução das moedas em todos os seus aspectos chama-se numismática, termo que vem do latim numisma, que significa “moeda”.

As moedas brasileiras

O Brasil teve, ao longo da sua história, um total de oito moedas reconhecidas. O real, utilizado hoje, foi instituído em 1994 e é o modelo com maior tempo de circulação desde o antigo real do Brasil Colônia, que perdurou até 1942.

Gostou de saber um pouco da evolução das moedas e o que elas representam? Aqui, no blog da Onze, você aprende a fazer melhores escolhas em seus investimentos.