Previdência privada ou LCI: qual é o melhor investimento?

Por Redação Onze

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Previdência privada ou LCI: o que é o quê

Para escolher entre previdência privada ou LCI, primeiro você precisa entender os dois tipos de investimentos. Confira abaixo:

O que é previdência privada

Previdência privada é um investimento oferecido por instituições financeiras privadas com o intuito de, no longo prazo, complementar a aposentadoria pública fornecida pelo INSS.

Ao investir, o seu dinheiro é aplicado em fundos de investimentos em renda fixa e variável para que fique rendendo com o passar do tempo.

No futuro, você resgata o saldo do investimento mensalmente ou de uma única vez para utilizá-lo como uma renda de aposentadoria.

Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, maior é o retorno.

Existem dois planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres).

O PGBL é indicado para quem faz declaração completa de Imposto de Renda, porque é possível fazer restituição de IR.

O imposto incide sobre o valor total depositado e o rendimento.

Por sua vez, o VGBL é ideal para quem não declara IR ou faz declaração simplificada.

Esse plano não permite restituição de IR, mas o imposto incide apenas sobre os rendimentos do período.

Além disso, a previdência privada tem dois modelos de tributação: progressivo e regressivo.

Na tabela progressiva, a alíquota na fonte é de 15% no momento do resgate, e a incidência de IR varia de 0 a 27,5%, conforme o montante recebido.

Na tabela regressiva, a alíquota varia conforme o tempo da aplicação:

  • Até 2 anos: 35%
  • De 2 a 4 anos: 30%
  • De 4 a 6 anos: 25%
  • De 6 a 8 anos: 20%
  • De 8 a 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10%.

O que é LCI

LCI é a sigla para Letra de Crédito Imobiliário, investimento em renda fixa em que um título emitido por bancos para financiar o setor de crédito imobiliário.

Na prática, ao comprar títulos de LCI, você empresta dinheiro para que instituições financeiras concedam empréstimos ao setor imobiliário e, no futuro, recebe o valor investido acrescido de juros.

Existem três modelos de rentabilidade para LCI: prefixado, pós-fixado e híbrido.

Na modalidade prefixada, a taxa de rendimento é definida na hora da compra dos títulos, o que permite saber de antemão qual será o valor do resgate.

Na pós-fixada, a taxa de rendimento é totalmente vinculada a algum índice, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Já a modalidade híbrida combina uma taxa predefinida de juros a um índice econômico,  como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)  — o que significa que o rendimento varia um percentual acima da inflação.

Um dos atrativos principais da LCI é a tributação: ela é isenta de Imposto de Renda e de cobrança de IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) para pessoas físicas.

Sendo assim, a rentabilidade líquida do investimento aumenta, principalmente no longo prazo.

Além disso, a LCI é um investimento bastante seguro.

Mesmo que a instituição emissora dos títulos vá à falência, você tem a garantia de receber o dinheiro de volta por meio do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos.

Esse mecanismo de proteção fornece garantia de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.

Previdência privada ou LCI no curto prazo

Quando falamos em investimento de curto prazo, para poucos meses ou até mesmo poucos anos, a LCI tende a ser a melhor opção.

A principal razão para isso é que a LCI, conforme você já sabe, não tem incidência de Imposto de Renda, o que permite aproveitar o lucro por completo.

Já a previdência privada tem incidência de IR, e as vantagens tributárias ocorrem principalmente a partir de 10 anos de aplicação, não sendo adequada, portanto, para o curto prazo.

Mas é preciso atentar para o investimento mínimo da LCI. 

Geralmente, ele começa em R$ 5 mil e varia conforme a instituição financeira que vende o título.

Previdência privada ou LCI no longo prazo

Para o longo prazo, o mais indicado é a previdência privada, que apresenta uma rentabilidade maior (confira aqui).

Isso porque, na modalidade, o investimento é direcionado também para ativos em renda variável.

E, de modo geral, a renda variável tende a ser mais rentável, o que torna a previdência privada mais atrativa do a LCI, que se trata de um título de renda fixa.

Além disso, se o dinheiro permanecer aplicado por pelo menos 10 anos, você paga uma alíquota reduzida de 10%.

Outra vantagem é que, ao optar pelo PGBL, ainda pode fazer a restituição do IR. 

Mas, apesar de um investimento ser mais indicado que outro em determinada situação, não significa que você deva escolher apenas um deles.

Na verdade, previdência privada e LCI podem ser complementares — tudo depende dos seus objetivos e do seu perfil de investidor.

Para isso, conte com o apoio da Onze na hora de planejar seus investimentos e levar suas finanças para um patamar mais elevado.