Qual previdência privada desconta no imposto de renda?

Por Redação Onze

Qual previdência privada desconta no imposto de renda?

Quer saber qual previdência privada desconta no Imposto de Renda?

Ótimo. Conhecer o tipo de plano de previdência privada que oferece essa vantagem tributária é essencial na hora de planejar o seu investimento. Afinal, a restituição de valores pode fazer uma grande diferença na rentabilidade em longo prazo.

Mas nem sempre se trata da opção mais adequada — isso varia conforme o seu objetivo e perfil. Ou seja, vários critérios entram em jogo nessa escolha.

Para ajudar, preparamos este guia sobre qual previdência privada desconta no Imposto de Renda — e tomar a melhor decisão de investimento para o seu futuro.

Qual previdência privada desconta no Imposto de Renda?

A previdência privada que permite a restituir valores no Imposto de Renda é o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres).

Nessa modalidade, é possível fazer a dedução dos valores investidos.

Aqui o pagamento do IR é feito no momento do resgate do plano ou do pagamento dos benefícios.

Mas, para que isso seja possível, é necessário preencher os seguintes critérios:

  • Estar contribuindo para o INSS ou outra previdência oficial, ou ser  aposentado pelo INSS
  • Se o plano estiver em nome de dependentes, eles devem contribuir para o INSS para que o responsável pelo investimento possa fazer a dedução (exceto se os dependentes forem menores 16 anos).

Depois de conferir essas informações gerais, siga com a leitura para aprofundar o seu conhecimento sobre o desconto no Imposto de Renda.

Como é cobrado o Imposto de Renda na previdência privada

A cobrança do Imposto de Renda na previdência privada varia a partir de dois fatores:

Na prática, é preciso combinar um dos planos com uma das tributações.

É essa mistura que permite identificar como será feita a cobrança.

Por isso, abaixo, explicamos cada um dos planos e modelos de tributação. Confira.

Plano PGBL

Conforme vimos até aqui, no PGBL, é possível restituir valores no Imposto de Renda por meio da dedução do dinheiro investido.

O valor dedutível é limitado a 12% do rendimento bruto tributável.

Já para a cobrança do imposto, a base de cálculo é o valor total dos recursos resgatados.

Na prática, isso quer dizer que o imposto incide tanto sobre os valores aplicados quanto sobre os rendimentos do período.

É importante frisar que a alíquota aplicada varia conforme o regime de tributação escolhido pelo contribuinte.

De maneira geral, o PGBL é indicado para profissionais com alta renda (que seja suficiente para absorver o desconto de 12%) e que fazem declaração de Imposto de Renda a partir do formulário completo.

Plano VGBL

No plano VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), não é possível restituir valores no Imposto de Renda.

Mas, ao contrário do PGBL, o VGBL tem incidência de imposto somente sobre os rendimentos, e não sobre o valor total dos recursos resgatados.

A alíquota aplicada também varia conforme o modelo de tributação escolhido pelo contribuinte.

O VGBL é indicado para quem faz declaração simplificada de Imposto de Renda ou para quem ainda não declara.

Além disso, é ideal para investidores que já contribuíram com 12% de rendimentos tributáveis anuais no PGBL, mas querem continuar contribuindo.

Tributação com tabela progressiva

Um dos modelos de tributação disponíveis na previdência privada é a tabela progressiva.

Nesse modelo, ocorre tributação na fonte com alíquota de 15% no resgate dos valores.

Além disso, é realizado um ajuste posterior na declaração anual do Imposto de Renda, que segue uma tabela progressiva, com alíquota que varia conforme o valor recebido:

  • Até 1.903,98: isento
  • De 1.903,99 até 2.826,65: 7,5%
  • De 2.826,66 até 3.751,05: 15%
  • De 3.751,06 até 4.664,68: 22,5%
  • Acima de 4.664,68: 27,5%.

Trata-se de um modelo adequado para investimentos com valores menores.

Tributação com tabela regressiva

Na tabela regressiva, quanto maior for o prazo de acumulação de valores, menor é a alíquota que o contribuinte deve pagar.

A incidência de IR, portanto, diminui conforme o tempo:

  • Até 2 anos: 35%
  • De 2 a 4 anos: 30%
  • De 4 a 6 anos: 25%
  • De 6 a 8 anos: 20%
  • De 8 a 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10%.

Conforme é possível observar, a tabela regressiva é indicada para investimentos de longo prazo, sobretudo a partir de 10 anos, independentemente do valor investido.

Planejamento de previdência privada

Agora que você já sabe como é cobrado o Imposto de Renda na previdência privada, já pode planejar o seu investimento para aproveitar a maior rentabilidade possível.

O planejamento é crucial para avaliar o plano de previdência e o modelo de tributação mais adequados para o seu perfil.

A partir do conteúdo que você viu até aqui, vamos recapitular os critérios que devem ser levados em conta nessa hora a partir do passo a passo:

  • Avalie se a sua renda tributável é suficiente para absorver o desconto de 12% no IR
  • Defina em quanto tempo deseja resgatar os valores da previdência 
  • Faça uma estimativa do valor total a ser investido 
  • Conte com apoio especializado para escolher o plano e a tributação.

A Onze pode ser uma grande aliada no planejamento da previdência privada.

Aqui você recebe toda orientação necessária para conduzir seus investimentos em longo prazo e tem acesso aos melhores produtos financeiros com as taxas mais vantajosas do mercado.