Portabilidade da previdência privada: taxas e como funciona

Por Redação Onze

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Quer saber o que é e como funciona a portabilidade da previdência privada?

Então, este artigo é para você. 

Em uma breve explicação, a portabilidade é a migração do plano de previdência privada.

Esse processo pode ser feito internamente, com a troca de plano dentro da mesma instituição, ou externamente, de uma instituição para outra.

Mas a portabilidade também demanda cuidados, como a análise das condições oferecidas por cada plano para garantir a rentabilidade do seu investimento em previdência privada.

Para ajudar, preparamos este guia sobre portabilidade da previdência privada com todas as orientações que você precisa conhecer.



O que é a portabilidade da previdência privada

A portabilidade da previdência privada consiste na migração do plano de previdência, ideal para quem está insatisfeito com as condições atuais.

Trata-se de um processo que só pode ser realizado na fase de acumulação do plano, o que quer dizer que você ainda precisa estar investindo dinheiro.

A vantagem é que, ao fazer a portabilidade, contratando outro plano, você não precisa pagar Imposto de Renda, tampouco cobranças de taxas (a não ser que o seu plano atual tenha cobrança taxa de saída prevista no contrato).

Além disso, o tempo de aplicação migra junto na portabilidade. 

Ou seja: a rentabilidade do investimento, que está atrelada ao tempo que o dinheiro permanece investido, não é afetada no processo.

Mas existem algumas restrições na portabilidade da previdência privada.

Uma delas tem relação à tabela de tributação do plano: você só pode mudar do modelo de cobrança progressivo para outro progressivo ou para o regressivo, e não da tabela progressiva para a regressiva.

Além disso, só é possível migrar para planos da mesma modalidade: 

  • de PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) para outro PGBL
  • de VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) para outro VGBL.

A portabilidade da previdência privada pode ser interna ou externa.

Explicamos: na portabilidade interna, você troca de plano dentro da instituição financeira em que já tem a previdência.

Já a portabilidade externa consiste em migrar para outro banco e seguradora  — uma transferência que não exige a contratação de um novo plano do zero.



4 razões para fazer a portabilidade da previdência privada

Nas próximas linhas, elencamos quatro razões pelas quais vale a pena fazer a portabilidade do plano de previdência privada. Descubra:

1. Taxa de administração muito alta

A taxa de administração é o valor que o investidor paga ao banco ou seguradora pela prestação do serviço de administração do fundo de investimento no qual o dinheiro é aplicado.

Essa taxa varia conforme a instituição financeira e tem relação direta com a rentabilidade da aplicação.

Portanto, uma razão para fazer a portabilidade consiste em taxas de administração muito altas em relação à concorrência.

Além disso, é preciso considerar as demais taxas cobradas pelas instituições: de carregamento de entrada e de saída e, em alguns casos, de performance.

2. Taxa de rendimento muito baixa

Por outro lado, se a taxa de administração deve ser baixa, a de rendimento deve ser o mais alta possível.

O rendimento varia conforme a modalidade de previdência escolhida, o fundo de investimento em que será feita a aplicação e a forma de cobrança do Imposto de Renda.

Mas lembre-se de que só é possível fazer portabilidade do modelo de cobrança progressivo para o regressivo, de PGBL para PGBL e de VGBL para VGBL.

3. Interesse em investir mais em renda variável

Outra razão para fazer a portabilidade é o interesse em investimento em fundos de previdência com maior exposição em renda variável  — para o caso de, no seu plano atual, a aplicação ser direcionada principalmente para a renda fixa.

Tenha em mente que, ao investir em renda variável, você tem maior potencial de rentabilidade no longo prazo.

4. Insatisfação com o serviço da instituição financeira

Por fim, a portabilidade também é adequada se você estiver insatisfeito com o serviço prestado pela instituição financeira, seja em relação às taxas cobradas, seja em relação ao relacionamento com o consumidor.



Como fazer a portabilidade da previdência privada

Agora que você está familiarizado com o conceito de portabilidade da previdência privada, conheça o passo a passo para planejar e executar a mudança:

1. Conheça as condições do seu plano atual

A primeira etapa é conhecer todos os detalhes do plano que você tem agora: taxas cobradas pela instituição, forma de cobrança do Imposto de Renda, modalidade (PGBL ou VGBL) e fundos de investimentos em que são feitas as aplicações.

Esse mapeamento é crucial para saber se o plano está adequado ao seu perfil de investidor e para compará-lo a ofertas de outras instituições.

2. Pesquise as ofertas da concorrência e os demais planos da sua instituição

Aqui a ideia é analisar os planos oferecidos por outras instituições financeiras, analisando todos os aspectos mencionados acima e comparando-os com seu plano atual.

Dessa forma, você consegue identificar se existe algum plano mais vantajoso e que garanta maior rentabilidade.

Também vale analisar os demais planos oferecidos pela sua instituição financeira, caso você queira fazer portabilidade interna.

3. Tenha cuidado com a tábua atuarial

Outro cuidado essencial é atentar para a tábua atuarial: uma tabela por meio da qual é estipulada a data provável de falecimento do segurado em função da idade.

O cuidado aqui é o seguinte: quanto mais antiga é a tábua, menor é a expectativa de vida (já que ela aumenta conforme o tempo passa).

A expectativa servirá como base para estipular a renda vitalícia, caso essa tenha sido a alternativa escolhida para o resgate.

Sendo assim, quanto menor é a expectativa, maior é a renda. 

E, mesmo que você viva por mais tempo em relação à expectativa, continua recebendo a renda vitalícia.

4. Entre em contato com a nova instituição

Se você optou pela portabilidade externa, é necessário entrar em contato com a instituição financeira para a qual você vai migrar e apresentar todos os documentos solicitados.

Ela é a responsável por entrar em contato com a sua instituição atual e por conduzir o processo de portabilidade da previdência privada.

5. Faça uma consulta com a Onze

Por fim, saiba que contar com uma consultoria especializada é fundamental para tomar as melhores decisões.

A Onze é sua parceira nessa jornada.

Aqui você encontra os melhores conteúdos sobre investimentos e recebe assessoria para os investimentos de longo prazo, de olho em um futuro mais confortável e tranquilo para toda a família.

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